Resquícios da ditadura
"Já que querem fazer, vamos apurar os dois lados", diz almirante sobre comissão militar paralela à da Verdade
Almirante Ricardo Veiga Cabral quer que a Comissão ouça tanto militares quanto militantes
O presidente do Clube Naval, almirante Ricardo Veiga Cabral, falou nesta manhã ao programa Gaúcha Atualidade sobre o grupo criado por clubes militares para acompanhar os trabalhos da Comissão da Verdade. A ideia da comissão paralela é analisar os debates e assegurar por meios judiciais orientação e acompanhamento nos depoimentos.
A comissão quer também que sejam apuradas denúncias de assaltos a bancos e sequestros supostamente cometidos por movimentos revolucionários. Para o almirante, os membros da Comissão da Verdade estão "comprometidos com o sistema".
- Já que querem fazer, vamos apurar os dois lados. Queríamos que fossem pessoas mais isentas do processo e não algumas que participaram do movimento de esquerda - disse.
O almirante quer que a Comissão ouça tanto militares quanto militantes. Veiga Cabral diz que o período no país foi "muito negro" e que "coisas horríveis" ocorreram dos dois lados, militares e revolucionários.
- Eu não tinha medo, eu tinha raiva - afirmou o almirante sobre as ações de grupos de esquerda.
Ouça a entrevista na íntegra: