Funk da ostentação chega a Porto Alegre - Diário Gaúcho

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Fenômeno24/02/2013 | 14h02

Funk da ostentação chega a Porto Alegre

É a nova moda do funk, tá ligado?

Funk da ostentação chega a Porto Alegre Mateus Bruxel/Agencia RBS
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS
Depois do funk romântico, do proibidão, do melody, uma nova onda toma conta de um dos gêneros mais populares do país: o funk ostentação. Começou nos Estados Unidos, com nomes como 50 Cent, mas o Brasil e o Rio Grande do Sul também não ficaram de fora. Em terras brazucas, o funk ostentação começou com MCs de São Paulo, particularmente da Baixada Santista, cantando letras que falavam sobre carros luxuosos, roupas de grifes, bebidas caras e, é claro, mulheres, muitas mulheres! Mas não são só os funkeiros de lá que estão tirando onda, exaltando a boa vida. MC Dino, do Partenon, revelado na seção Estrelas da Periferia, do Diário Gaúcho, entra no embalo com a sua música Chama as Mulheres - Vem Pro Meu Harém.

Harém ganha letras de músicas

Por aqui, um dos representantes do funk ostentação é o jovem talento MC Dino, 20 anos, do Bairro Partenon. Ele sempre quis seguir os passos de nomes como 50 Cent, que há anos fala de mulheres, carros e joias em suas letras.

O primeiro clipe de Dino, o da canção Chama as Mulheres - Vem Pro Meu Harém, foi gravado em casas noturnas e em um motel da Capital. Resume bem o que é o estilo ostentação: nele, Dino aparece cercado de belas mulheres, em um Audi TT conversível, com muitas joias.

- Sempre gostei dos rappers norte-americanos que fazem esse som - afirma Dino, na foto acima com Talita Ramos, Suelen Albuquerque, Carla Manzzini e Luciana Rosa, as três últimas participantes do clipe.

Se usa joias no dia a dia? Ele ri e diz que "ainda não, pela (falta de) grana". Seu clipe já passou de 8 mil acessos no youtube!

- Gravarei outro até a metade do ano. Um misto de ostentação e melody - avisa o funkeiro, que brilhou no Planeta Atlântida, na semana passada.

Ordem mundial

No Brasil, o funk ostentação tem como um dos pioneiros o MC paulistano Boy do Charme, que lançou a canção Mégane: "Imagina eu de Mégane (...) invadindo os bailes/Não vai ter pra ninguém". Os 3 milhões de acessos no youtube chamaram a atenção de outros funkeiros de São Paulo, que, na época, tinham como ícones nomes que pegavam pesado nas letras, como Menor da Chapa. Dali em diante, a ostentação converteu-se em regra, deixando pra trás as letras de protesto.

Já 50 Cent mostra que os nomes dos seus discos falam por si só: Power of The Dollar (O Poder do Dólar) e Get Rich or Die Tryin' (Fique Rico ou Morra Tentando). Além dos carros de luxo, chamados pelos MCs de "naves", há o famoso "kit" que define o vestuário deles: tênis, anéis, colares, óculos escuros, boné, bermuda e camiseta.

Adesão aumenta

Em meio a vielas e casebres do Morro Santa Teresa, Emerson Luis da Silva Noronha, o MC Emer, também investe no gênero. Quando encontrou o atual parceiro, DJ Jonathas, decidiu apostar tudo na tendência.

- Me inspiro em caras como o paulista Felipe Boladão - define.

Com hits como A Patrocinada, ele quer gravar neste ano o seu primeiro clipe com mulheres e carrões.

- Tem que ter clipe, né? A galera olha de outra maneira - comenta.

Com propriedade

Mesmo afirmando que não faz só funk ostentação, MC Bola, do hit Ela É Top, abusa da mulherada e dos carrões em suas músicas. Em entrevista ao Diário Gaúcho, por telefone, de Santos, ele não poupou elogios aos parceiros:

- Essa rapaziada está fazendo tudo com muita propriedade. O MC Nego Blue é um grande nome, por exemplo.

O funkeiro citado tem um dos clipes de maior sucesso do gênero na internet: As Minas do Kit!

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