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Grupo que idealizou mapeamento de assaltos em Porto Alegre irá desenvolver aplicativo colaborativo para celular

Projeto B. O. Coletivo começa a receber apoio e contribuição de moradores da Capital

16/05/2013 - 17h37min

Atualizada em: 16/05/2013 - 17h37min


Após a divulgação do B.O. Coletivo nas redes sociais desde o último sábado, o projeto colaborativo para mapear locais de assaltos e roubos em Porto Alegre começa a engrenar.

Além de acessar a fan page no Facebook e fazer o download dos cartazes, moradores da Capital compartilham na internet os pontos onde foram vítimas da violência urbana. A iniciativa já teria provocado interesse em outros Estados, como Rio de Janeiro e São Paulo.

- A ideia principal é disponibilizar o cartaz para as pessoas baixarem e usarem. Nos primeiros dias fizemos convites na fan page para que o nosso grupo iniciasse o processo. Foram mais de 15 cartazes. Agora começamos a receber fotos dos lugares onde as pessoas colaram o material - demonstra a publicitária Giovanna Berti Previdi.

Uma das sugestões dos colaboradores está para ser concebida. Um aplicativo de celular para Android e IOS será projetado por um grupo de desenvolvedores, que decidiu ajudar de forma espontânea. Uma reunião na noite de quarta-feira definiu os primeiros detalhes do software.

- Já está confirmado. Agora estamos recebendo sugestões sobre o conteúdo do aplicativo. No próximo mês deve sair uma versão beta, para testes. Tudo está sendo construído realmente de forma colaborativa - comemora Giovanna.

O aplicativo para celular deve ser lançado em breve para aproveitar a boa repercussão do projeto. Na primeira versão, o usuário irá se registrar e poderá posicionar um ícone no endereço onde sofreu assalto, descrevendo, resumidamente, o tipo de crime. A base do aplicativo será o Google Maps. Para incentivar que também seja utilizado o serviço oficial de registro do ocorrência, o app terá um botão que levará para a página da delegacia online.

- A ideia é que, com as contribuições colaborativas, o app também sirva como um guia para que as pessoas possam visualizar previamente qual a situação de determinados locais, como residência, trabalho, escola dos filhos, caminhos frequentes e parques - explicou o planejador digital Tiago Moresco.

Sobre o a hipótese de as pessoas forjarem ocorrências, publicitário Ricardo Maluf Gardolinski afirma:

- Não pensamos em como resolver esse problema. Confiamos na honestidade das pessoas já que, quando elas sofrem um assalto, se mostram muito dispostas a divulgá-lo. Torcemos para que dê tudo certo e contamos com a população para que ela faça a sua parte e divulgue a ideia. Só assim as autoridades serão cobradas.

* matheus.piovesan@zerohora.com.br
** roberto.azambuja@zerohora.com.br


O sucesso do B.O. Coletivo

> 12 dias do projeto
> 1.058 curtidas na página do Facebook
> 1.160 visualizações de vídeo explicando o projeto no YouTube
> Mais de 40 cartazes foram colados em Porto Alegre, Santa Cruz do Sul e Caxias do Sul
> Interessados no projeto imprimiram cartazes e colaram em RJ, ES, SP e Brasília
> Ao menos 10 veículos de comunicação (jornais, canais de televisão e rádios) de vários Estados e de abrangência nacional publicaram reportagem sobre o projeto
> Ao menos 30 mensagens privadas foram enviadas de vários Estados dando apoio e sugerindo locais de crimes

Porto-alegrense colou cartaz em poste na esquina das ruas Carazinho e João Abbott, onde teve o carro roubado

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