Polícia mobilizada
Homem resiste a reintegração de posse e trânsito é bloqueado na Avenida Padre Cacique em Porto Alegre
Proprietário de lavagem de carros está no terreno que a administração ganhou direito de assumir na Justiça

O proprietário de uma lavagem de carros localizada na altura do número 1.555 da Avenida Padre Cacique, em Porto Alegre, se nega a deixar o local para o cumprimento do mandado de reintegração de posse permitido à prefeitura na manhã desta quarta-feira.
A área de 3 mil metros quadrados ao lado do Estádio Beira-Rio pertence à prefeitura, que entrou ainda no ano passado com a ação para a retomada - ali, serão instaladas estruturas de apoio para os jogos da Copa de 2014.
O trânsito foi bloqueado na região desde o acesso à Rua José de Alencar até a rótula da Avenida Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio). Por volta das 15h, o trânsito já havia sido liberado no sentido bairro-Centro.
Após o início da ação, por volta das 10h, Adalberto Fossa Pinto, 54 anos - que teve seu nome inicialmente divulgado pela Brigada Militar como Adalto Fossa Pinto - entrou em uma casa onde funcionaria o escritório do estabelecimento, e afirma que não sairá dali. O Grupo de Ação Táticas Especiais (Gate) da Brigada Militar (BM) foi chamado.
Além do oficial de justiça que cumpre a medida expedida pela 3ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central, BM, Polícia Civil e órgãos da administração municipal estão no terreno para negociar a entrega da área.
- Em princípio ele aceitou (a reintegração), mas depois entrou no escritório e agora diz que está com armas e não vai sair. Consultamos no sistema e ele tem registro de armamento em seu nome - relata o comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Altemir Lima.
Lima reforça que o bloqueio do trânsito foi necessário devido à preocupação com a segurança das pessoas que circulam na região e do próprio homem. Um negociador do Gate conversa com o empresário para a liberação da área.
De acordo com o major Ivens Santos, do Batalhão de Operações Especiais (BOE), a medida a ser tomada é esperar, manter a paciência e depois aplicar a lei.
Um estacionamento que também funcionava no local já havia sido entregue na ação movida contra a Guanabara Comércio e Representações LTDA.
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