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Lixo em xeque

Novo modelo de licitação do DMLU terá redução de 18% no valor do contrato

Expectativa é de que novas empresas comecem a operar em 2014

20/05/2013 - 13h38min

Atualizada em: 20/05/2013 - 13h38min


O novo modelo de licitação para a coleta do lixo apresentado pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) na tarde desta segunda-feira teve uma redução de 18% no valor do contrato.

O custo previsto na licitação anterior, aberta no ano passado, era de R$ 405,7 milhões por cinco anos de contrato. A remodelação do sistema, que consiste em separar os cinco serviços que ficariam reunidos em um só edital: as coletas de resíduos sólidos domiciliares, automatizada (contêineres), de resíduos públicos, de lixo reciclável e o transporte do material, deve deixar os custos em R$ 330 milhões durante os mesmos 60 meses.

O secretário André Carús explicou que a diferença no montante está ligada à otimização de alguns serviços.

- Excluímos alguns serviços. O serviço de caminhões locados, por exemplo. Nós temos contratos regulares que vão atuar em caráter complementar ao grupo de coleta domiciliar - diz o secretário.

Carús garantiu também que a população não deve ser afetada pelas mudanças:

- Para que o serviço não seja paralisado, vamos abrir nova contratação emergencial da coleta domiciliar esta semana, cujo vencimento do atual contrato é dia 8 de junho.

A remodelação foi necessária depois que a Justiça manteve suspensa a licitação unificada do serviço de coleta de lixo em Porto Alegre, em 8 de maio. A prefeitura decidiu não correr o risco de perder ainda mais tempo com uma possível decisão desfavorável no final do processo.

O novo edital deve ser lançado entre julho e agosto para que o início dos serviços contratados ocorra ainda em 2014.

Veja como ficaram os serviços nas cinco áreas, cada uma com um contrato:

- Coleta domiciliar: representa 60% da demanda. A ela será somada a coleta dos resíduos públicos e dos resíduos decorrentes da varrição e da capina.

- Coleta do rejeito das Unidades de Triagem (galpão de reciclagem) e dos resíduos das Unidades de Destino Certo (Ecoponto). Hoje, são quatro unidades de ecopontos em Porto Alegre e a previsão é de que o novo contrato aumente para 12 nos próximos quatro anos.

- Coleta automatizada: hoje tem um módulo implantado com 1,2 mil contêineres de resíduo orgânico na cidade e este número deve ser duplicado.

- Coleta seletiva: O número de equipes em operação para cuidar do recolhimento do lixo seco será ampliado, possibilitando que alguns bairros disponham do serviço mais um dia na semana. Hoje, a coleta atende os bairros duas vezes por semana e o Centro Histórico, três.

- Transporte de resíduos da Estação de Transbordo da Lomba do Pinheiro para o Aterro Sanitário de Minas do Leão: o contrato prevê a construção de nova estação de transbordo na Zona Norte.


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