Como foi o primeiro dia de desfiles do Carnaval de Porto Alegre - Diário Gaúcho

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De Torres à Bahia14/02/2015 | 05h35Atualizada em 14/02/2015 | 06h51

Como foi o primeiro dia de desfiles do Carnaval de Porto Alegre

Cinco escolas que desfilaram no Porto Seco conseguiram, no geral, empolgar arquibancadas e mostrar desfiles competentes

Como foi o primeiro dia de desfiles do Carnaval de Porto Alegre Carlos Macedo/Agência RBS
Destaque da União da Vila do IAPI Foto: Carlos Macedo / Agência RBS

Se você perdeu o primeiro dia de desfiles do Carnaval de Porto Alegre, te contamos como foi, escola por escola.

Estado Maior da Restinga

A Tinga trouxe a lenda fundadora de Torres e sua cultura para a avenida. Deslocou-se sem problemas e trouxe uma inovação: uma das alegorias, que representava a índia Ocarapoti, tinha 9 metros de altura e, assim como a indígena da história, chorava (o relato conta que a índia apaixonou-se por um forasteiro e, ao saber de sua morte, chorou e originou a Lagoa do Violão. O único problema, de ordem menor, foi no quinto carro, que representava o balonismo de Torres. O eixo ficou sobrecarregado pelo excesso de integrantes e precisou ser descarregado para fazer a curva da pista.


Foto: Carlos Macedo, Agência RBS

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Acadêmicos de Gravataí

Com belas fantasias e alegorias bem acabadas, a escola mostrou seu samba-enredo sobre os cinco sentidos com direito a bonitas paradinhas da bateria. Candidata ao título, de acordo com comentaristas, não teve nenhuma insegurança durante a evolução do desfile. Penou um pouco para conseguir completar a evolução dentro do tempo estipulado pelo regulamento, mas completou boa passagem pela avenida.


Foto: Matheus Bruxel, Agência RBS

União da Vila do IAPI

A escola, que em 2014 perdeu por um ponto apenas para a Imperadores do Samba, trouxe para a avenida reminiscências da juventude, com foco especial em seu poder modificador durante a ditadura militar no Brasil. Em um dos carros, acrobatas escalaram uma moldura em formato de televisão numa alegoria aos festivais de música que viram surgir a Tropicália. E foi com esse carro o primeiro ponto problemático no desfile: ele saiu do eixo e ameaçou ir em direção à arquibancada. No tempo de corrigir a trajetória da alegoria, criou-se um buraco entre o carro e a porta-estandarte. Outro carro, que mostrava a censura na ditadura, quebrou e parou por cinco minutos.


Foto: Carlos Macedo, Agência RBS

Copacabana

O samba sobre Belém do Pará não empolgou a arquibancada e foi difícil de acompanhar. A escola também pode sofrer penalidade administrativa por desfilar com menos baianas do que o exigido pelo regulamento. Entretanto, evoluiu sem grandes incidentes na avenida — embora a última alegoria tenha tido problemas de centralização —, terminou seu desfile a tempo e pode lutar por um segundo ano no grupo especial.


Foto: Matheus Bruxel, Agência RBS

Bambas da Orgia

O enredo de Bambas da Orgia homenageou a Bahia, trazendo uma comissão de frente criativa retratando os orixás. O carro abre-alas trouxe impacto na avenida pelo visual grandioso. Um dos casais de mestre-sala e porta-bandeira também surpreendeu pelo traje vermelho e branco, cores da rival Imperadores do Samba. A escola empolgou no desfile e saiu do Porto Seco como candidata ao título.


Foto: Carlos Macedo, Agência RBS

 
 
 
 
 
 
 
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