Ônibus é atacado e incendiado no limite de Porto Alegre com Viamão - Diário Gaúcho

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Lomba do Pinheiro19/04/2015 | 20h44

Ônibus é atacado e incendiado no limite de Porto Alegre com Viamão

Segundo testemunhas, três homens mandaram passageiros descer e atearam fogo ao coletivo. Brigada Militar suspeita de ação ligada ao tráfico de drogas

Ônibus é atacado e incendiado no limite de Porto Alegre com Viamão Mila Popoviche/Divulgação
Foto: Mila Popoviche / Divulgação

Um ônibus da linha 376-Herdeiros foi incendiado na noite deste domingo na Rua João Antônio Lopes, entrada do Beco dos Cafunchos, na Lomba do Pinheiro, na Capital. Segundo testemunhas, o coletivo estava próximo ao fim da linha, por volta das 20h, quando os suspeitos se levantaram e anunciaram:

— Isso não é um assalto. Sai todo mundo do ônibus.

Cerca de 30 passageiros, cobrador e o motorista, Cláudio Santos Marques, correram para fora do ônibus, deixando pertences, enquanto os homens jogavam um líquido no interior do coletivo e ateavam fogo.

— Eu achei que era um assalto, não entendi direito o que eles falaram. Saí correndo e deixei tudo dentro. Quando voltei, vi que o ônibus estava pegando fogo e consegui pegar só a minha mochila pela janela — disse Marques.

VÍDEO: como ficou o ônibus

Brigada Militar suspeita de ação ligada ao tráfico de drogas

Segundo o motorista, os passageiros entraram em pânico e uma senhora passou mal. O sargento da Brigada Militar Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, que atendeu a ocorrência, disse que os passageiros relataram ter ouvido gritos de "é os contra", sugerindo que os responsáveis pelo ataque seriam rivais dos líderes do tráfico na Vila dos Cafunchos.

Após incendiar o veículo, os três entraram em um Celta vermelho, que aguardava na Avenida Bento Gonçalves, e fugiram em direção a Viamão. Os bombeiros levaram cerca de meia hora para controlar as chamas.

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Ainda neste domingo, o ônibus deve ser levado para a garagem da Sudeste. A linha 376-Herdeiros terá circulação interrompida durante esta segunda-feira por falta de segurança, informou o gerente operacional da empresa Sudeste, Celso Bueno.

— É nítido que foi um ataque ao ônibus, e não uma ocorrência convencional, que a gente vê todo dia — disse.

Nesta segunda-feira, a empresa deve pedir uma reunião com a Brigada Militar, Polícia Civil e EPTC para discutir a falta de segurança para a circulação de ônibus na região.

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O Beco dos Cafunchos é a base de operações de um dos líderes do tráfico na Zona Leste da Capital, conhecido como Tereu. Ele está preso desde a madrugada de domingo, dia 12. A polícia suspeita do envolvimento dele na morte do traficante Alexandre Goulart Madeira, o Xandi, ocorrida em janeiro, no Litoral Norte.

Desde o começo do ano, circulam boatos de que a entrada de táxis estaria proibida na região. A polícia investiga o que aconteceu com o taxista Luciano Juceli da Silva Jaime, desaparecido desde segunda-feira passada. Há indícios de que teria feito uma corrida até o Beco dos Cafunchos antes de sumir. O táxi dele foi encontrado, abandonado, em Viamão.​

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