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Seu problema é nosso06/12/2017 | 09h36Atualizada em 06/12/2017 | 09h36

Idosa sofre com atrasos na marcação de consultas no Hospital da Ulbra, em Canoas

As consultas, que deveriam ser mensais, conforme conta a filha de Maria, Vivian Cristina Guedes Vasques, 47 anos, não seguem o cronograma esperado

Idosa sofre com atrasos na marcação de consultas no Hospital da Ulbra, em Canoas Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Idosa sofre de complicações cardíacas Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Cardiopata, com complicações no funcionamento de um dos ventrículos (cavidades do coração), dependente de medicamentos e tendo de usar cadeira de rodas para se locomover, a idosa Maria Cilai Guedes Vasques, 77 anos, encontrou mais um empecilho pelo caminho: conseguir dar continuidade ao seu tratamento médico pelo SUS. 

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A moradora do bairro Niterói, em Canoas, faz o acompanhamento no Hospital Universitário da Ulbra (HU), na mesma cidade. Entretanto, as consultas, que deveriam ser mensais, conforme conta a filha de Maria, Vivian Cristina Guedes Vasques, 47 anos, não seguem o cronograma esperado. Segundo ela, a mãe está desde setembro sem consultar. 

Corretora de imóveis, a filha de Maria mora no distrito de Águas Claras, em Viamão. Mesmo em cidades diferentes, ela é a responsável por entrar em contato com o HU para tentar os agendamentos. Entretanto, conforme Vivian, esse deveria ser um papel feito pela própria instituição: 

— O médico disse que ela precisa consultar todo mês. A gente sai do consultório, e os atendentes dizem que vão entrar em contato para marcar a próxima ida ao hospital, mas isso nunca acontece. Se eu não ficar ligando para lá direto, parece que eles esquecem — reclama Vivian.

Dificuldades 

Não é só para marcação de consultas que Maria precisa de auxílio. Na casa onde vive em Canoas, ela depende dos cuidados de outra filha, Simone Guedes Vasques, 40 anos. Além de cuidar da mãe, Simone presta serviços como professora particular. A filha conta que, para conseguir receber regularmente os medicamentos que usa, a mãe precisou entrar na Justiça. 

E a irmã, Vivian, reclama também de outro ponto: os exames que são pedidos no hospital onde a mãe é atendida.

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— Já requisitaram exame aqui que eu liguei para marcar, e o hospital disse que não fazia esse tipo de procedimento. Mas como o médico pede, então? — questiona a corretora de imóveis. 

Segundo Simone, a mãe aguarda para fazer uma tomografia computadorizada do tórax e um eletrocardiograma. A penúltima consulta de Maria aconteceu em junho, segundo Vivian. O intervalo entre uma visita e outra sempre tem passado dos 30 dias. Mesmo com todo o esforço da filha, o atendimento, que deveria ser mensal, tem sido realizado quase que trimestralmente.

Alta procura dificulta marcação, diz hospital 

O Gamp, gestor do HU, informou que é responsabilidade do hospital marcar o retorno dos pacientes e informar às famílias. Porém, justifica que a demora nas marcações ocorre devido à alta demanda de atendimentos prestados no HU “ que é referência para 153 municípios gaúchos”. A instituição informou ainda que Maria recebe atendimento em pneumologia e cardiologia.

Ela, ontem, tinha consulta agendada com pneumologista, à qual não compareceu. A família de Maria explicou que a idosa passou mal à noite e que não foi possível levá- la ao médico. O Gamp disse que a consulta com o pneumologista foi remarcada para 14 de dezembro e, com o cardiologista, para 19 de dezembro. 

Quanto aos exames, o eletrocardiograma foi agendado para 11 de dezembro, e a tomografia, segundo explicou o Gamp, é agendada pela Secretaria de Saúde de Canoas. Segundo a secretaria, o procedimento deve ser realizado ainda nesta semana no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC). 

*Produção: Alberi Neto

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