Casal de PMs arrecada quase R$ 40 mil e tem encomendas de cucas para dois meses - Diário Gaúcho

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Solidariedade12/02/2018 | 18h33Atualizada em 12/02/2018 | 18h40

Casal de PMs arrecada quase R$ 40 mil e tem encomendas de cucas para dois meses

Casal de PMs que teve história contada pelo DG arrecada quantia necessária para dar mais qualidade de vida ao filho de oito meses. Excedente ajudará outra criança

Casal de PMs arrecada quase R$ 40 mil e tem encomendas de cucas para dois meses Anselmo Cunha/Especial
Fábio e Darele se empenham para dar uma vida mais confortável para o filho Felipe Foto: Anselmo Cunha / Especial

A meta de arrecadar R$ 30 mil com a produção de cucas e uma campanha na internet para oferecer uma vida melhor ao pequeno Felipe, de oito meses, _ vítima de uma asfixia na hora do parto que comprometeu o seu neurodesenvolvimento _ foi alcançada muito antes do que a família imaginava. Após o Diário Gaúcho publicar, na última quinta-feira, a iniciativa do casal Fábio Rauber, 36 anos, e Darele Brum, 35 anos, de produzir e vender cucas para arrecadar dinheiro para uma cadeira especial, uma cadeira para banho e adaptações para tornar a casa mais acessível ao menino, os objetivos da família do bairro Hípica, na Zona Sul da Capital, foram atingidos em poucos dias. Até a tarde de segunda-feira, no site vakinha.com.br Felipe já havia arrecadado R$ 38 mil.

Desde quinta-feira, o celular de Fábio não para:

– Meu telefone travou, foram 2 mil mensagens só na quinta-feira. Ainda não consegui responder a todas, estou tentando responder uma por uma. 

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Pelas encomendas que o casal já tomou nota, são pedidos para dois meses de trabalho. Mercados e feiras também entraram em contato querendo fazer parcerias e revender a cuca que é uma receita antiga da mãe de Fábio, a agricultora aposentada Mariselma Fátima Rauber, 60 anos. A avó, aliás, está realizada com tanta repercussão.

– Tínhamos a sensação que com a matéria amigos e o pessoal do trabalho iria nos ajudar ainda mais, mas não imaginávamos o tamanho da repercussão com as demais pessoas. Muita gente se sensibilizou. Recebemos mensagens de outros Estados e até do Canadá – conta Fábio. 

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - 04/02/2018 - Família inicia produção de cucas caseiras para financiar cadeira especial para filho deficiente. FOTO: ANSELMO CUNHA/ESPECIAL
Produção é feita na casa da família no Bairro HípicaFoto: Anselmo Cunha / Especial

Produção aumentou

Para dar conta dos pedidos, a produção diária subiu de 15 para 30 cucas feitas em formato de flor – esta é a capacidade máxima da família:

– Na quarta-feira, tenho entrega de 30 cucas no mesmo lugar. Nossa capacidade de fazer e de entregar é limitada, as pessoas compreendem e pedem para colocar na fila, fazer quando pudermos – explica Fábio, contente. 

Mesmo com toda repercussão, Fábio e Darele não pensam em abrir mão da profissão –ambos são policiais militares – para se dedicar exclusivamente à produção de cucas. Os dois trabalham em turnos opostos da Brigada Militar e têm a maior parte do tempo livre dedicada ao bebê. 

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - 04/02/2018 - Família inicia produção de cucas caseiras para financiar cadeira especial para filho deficiente. FOTO: ANSELMO CUNHA/ESPECIAL
Cuca tem recheio de doce de leiteFoto: Anselmo Cunha / Especial

Apoio a mais uma família

Com todas as metas atingidas, Fábio e Darele irão repassar, a partir de agora, todo o lucro da venda das cucas para a família do menino Arthur Galvão, de um ano e oito meses, de Gravataí, que também sofreu com falta de oxigênio na hora do parto e depende de ventilação mecânica para respirar. 

– Assim como nós, eles tentaram obter homecare com pedido na Justiça, mas não conseguiram. Além disso, precisam de um aparelho portátil para respiração que custa R$ 35 mil – explica Darele.  

Felipe possui homecare 24 horas após os pais conseguirem o direito na Justiça – só isso possibilitou que o bebê deixasse o hospital. Nos primeiros quatro meses de vida, ficou internado na UTI. Diariamente, Felipe tem os cuidados de uma equipe de enfermagem, tem fisioterapia três vezes por dia e fonoaudiologia, além da alimentação especial por sonda, a cada três horas. 



 
 
 
 
 
 
 
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