Magali Moraes e as lembranças do Uruguai - Diário Gaúcho

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Coluna da Maga16/04/2018 | 07h00Atualizada em 16/04/2018 | 07h00

Magali Moraes e as lembranças do Uruguai

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e as lembranças do Uruguai Miguel Neves/Divulgação
Foto: Miguel Neves / Divulgação

Quando você ler essa coluna, eu já terei voltado do Uruguai. Mas provavelmente esse país tão amado ainda não vai ter saído de mim. Dessa vez não teve família, paradinha no Chuí ou férias. Fui contar sobre o meu trabalho no Festival de Publicidade uruguaio. Também falei do DG e da proximidade que conquistei com vocês, leitores. A verdade que existe na nossa relação. Mostrei pra eles o carinho que volta pra mim desde que entrei na vida de vocês (amanhã completamos 3 anos juntos!!).

Um dos momentos mais impactantes dessa experiência foi ouvir o ex-presidente uruguaio Mujica. Na frente de uma plateia lotada de publicitários, ele disse umas verdades. Criticou fortemente o consumo, falando que pobres são os que precisam de muito. E completou: "tudo o que estou dizendo aqui é contra o trabalho de vocês. Mas vou dizer, senão eu seria hipócrita". É tanta sinceridade que dói. Coisa rara alguém ter personalidade (e respeito) o suficiente pra falar o que tem vontade, hein?

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Afetos

Sabe outra frase do Mujica que ficou martelando na minha cabeça? "Tem que ter tempo pra cultivar os afetos". Pense nas pouquíssimas horas que sobram pra dedicar a quem a gente gosta. Nos amigos que mal conseguimos encontrar. Nessa vida corrida, onde estamos sempre fazendo algo que parece importante, e nem sempre é. Importante mesmo são os momentos em família, as amizades e a paz de espírito. Como dizem os uruguaios, tiempo para disfrutar! Ou traduzindo pro gauchês, curtir a vida!

Quando você ler essa coluna, eu vou estar no Rio de Janeiro a trabalho. Levo comigo as palavras do Mujica. Louca pra voltar pra casa e cultivar os meus afetos. É um exercício eterno equilibrar vida pessoal e profissional, como falei na palestra. Só faltou contar que, pra ilustrar a nossa proximidade, mostrei algumas cartinhas, fotos e mensagens que recebo. E elas apareceram num telão gigante. Do tamanho do meu agradecimento a cada um de vocês.


 

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