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Mudanças em gestão do Hospital da Restinga não devem afetar usuários

Troca no comando da instituição deve ocorrer no próximo semestre. Haverá ampliação de leitos e serviços

10/05/2018 - 07h00min


Três situações levarão à troca da gestão do Hospital Restinga e Extremo Sul, hoje sob responsabilidade do Hospital Moinhos de Vento, a partir do próximo semestre. O novo gestor deve ser anunciado em 7 de junho, segundo o secretário municipal da Saúde, Erno Harzheim. Com o edital aberto desde 12 de abril, a expectativa da pasta é receber entre quatro e seis propostas de interessados em assumir a casa de saúde. 

A população atendida pelo Hospital da Restinga não deverá ser afetada no período de transição. Continuarão sendo ofertados os serviços de internação e emergência 24 horas adulto e pediátrica, os exames de diagnóstico para a instituição e para a rede e as consultas de ambulatório nas áreas de infectologia e medicina interna. 

Conforme a administração do hospital, o Moinhos — que está na gestão desde julho de 2014 — deixará o serviço devido a uma alteração na diretriz do Ministério da Saúde exigindo que o valor do PROADI-SUS seja aplicado a nível estadual. Hoje, as isenções dos impostos federais são repassadas todos os meses para manter a operação na Restinga — ou seja, estão centralizadas no município. Outro fator alegado pela entidade é que o contrato firmado com a administração municipal no início do projeto encerra-se em 30 de junho de 2018. Neste caso, os prédios e os equipamentos para a operação de todas as áreas serão doados aos município de Porto Alegre. Por fim, há necessidade de ampliação dos serviços do hospital que não estão previstos no atual contrato. 

Segundo o secretário, "diversas instituições do Estado e de fora" já estão em contato com a pasta para sanar dúvidas e apresentar propostas. Após o anúncio do novo gestor, a previsão é de que ele assuma o hospital a partir do dia 1° de julho. A gestão será compartilhada com o Moinhos até que o processo de transição esteja concluído. 

— A troca não acontece em um dia. Há algumas semanas de trabalho conjunto. Estamos com esse modelo desenhado e eu estou tranquilo — garantiu, em entrevista à Rádio Gaúcha. 

Sem temer a queda na qualidade dos serviços prestados, Erno alega que o processo foi amplamente estudado e que a qualidade do novo gestor é fator determinante nos critérios do edital:

— Setenta por cento da pontuação vêm de indicadores de qualidade e só 30% são relacionados ao valor. Isso inclui experiência prévia nas ações propostas, certificação nacional e internacional. Não é possível que venha alguém sem nenhuma experiência. Porto Alegre vai ter mais um ganho na saúde.

Leitos passam de 62 para 111

O edital prevê a ampliação do complexo hospitalar com a criação de 49 novos leitos e a abertura do setor de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Ao todo, serão 111 leitos — divididos entre UTI, leitos adultos e pediátricos. Atualmente, o local tem 62 leitos.  

Outra novidade é a criação de quatro blocos cirúrgicos, ambulatório e pronto-atendimento de traumatologia (aberto 12 horas por dia, seis dias por semana), ambulatórios de infectologia, medicina interna, infectologia e urologia, além de uma emergência. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, traumatologia, urologia e cirurgia geral lideram a fila de espera do SUS em Porto Alegre. 

Quanto aos exames, está prevista a oferta do exame de endoscopia, que ainda não é oferecido, e a ampliação da oferta das seguintes especialidades: análises clínicas, ecografia, mamografia, raio-X, eletrocardiograma e tomografia. 

Os números do hospital

* 95% dos pacientes são do bairro Restinga e do Extremo Sul.
* Tem 52 leitos adultos e dez pediátricos, além de 25 leitos na emergência.
* Em 2017, realizou 51.270 atendimentos de emergência, 3.138 internações, 261.219 exames laboratoriais, 35.335 exames de imagem e 2.074 ecografias.
* Desde o início do projeto Restinga, foram formados mais de 1 mil alunos, sendo que diversos formandos foram admitidos para atuação no Hospital Moinhos de Vento e Hospital Restinga e Extremo-Sul. O principal curso oferecido foi de Técnico em Enfermagem. Atualmente, em torno de 57% dos trabalhadores de nível técnico e médio que atuam no Hospital Restinga e Extremo-Sul são moradores da região.




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