Do colégio para a vida inteira - Diário Gaúcho

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AMIZADE17/09/2018 | 07h00Atualizada em 17/09/2018 | 07h00

Do colégio para a vida inteira

Grupo de amigas da escola em Sapucaia do Sul se reúne duas vezes ao ano para matar a saudade e relembrar momentos da infância.

Do colégio para a vida inteira Robinson Estrasulas/Agência RBS
Alunas, professoras e diretora da Escola se reúnem duas vezes ao ano para relembrar os tempos de colégio Foto: Robinson Estrasulas / Agência RBS

As alunas da professora Neuza, da Escola Estadual Padre Darcy Fernandes, de Sapucaia do Sul, levam a sério a afirmação de que as amizades da época do colégio duram a vida inteira. O domingo foi o dia escolhido para as amigas se reencontrarem, relembrarem momentos do colégio e colocar o papo em dia. 

As alunas, professoras e diretora da Escola se encontram duas vezes ao ano para manter o vínculo criado há 33 anos. Ontem, foi o terceiro encontro da turma, que estudou junto da 1ª a 4ª série, entre os anos de 1985 e 1988.

— A ideia surgiu para reaproximar as colegas. Algumas faziam muito tempo que não se viam — diz Bárbara Gomes, 40 anos.

— A escola tinha um regime familiar, era pequena e todos se conheciam. Acabamos criando vínculos muito fortes — conta a professora da 1ª série na época, Neuza Maria Cardoso Ferreira, 62 anos.

As alunas e professoras lamentam que hoje não exista tanta aproximação entre alunos e professores.

— Hoje é difícil esse vínculo, não se cria essa afinidade com os professores. Os hábitos que tínhamos antigamente acabam se perdendo — aponta Bárbara.

Inspiração

Miriam Rafo, 40 anos, que é professora atualmente, conta que ao entrar em sala de aula, tem Neuza como uma inspiração.

— Às vezes desanimo um pouco, mas então penso "o que minha profe faria?". Lembro que era aquela mistura de ternura, mas com muita firmeza — ressalta Miriam.

Neuza afirma que é muito gratificante encontrar as alunas de 1ª série formadas e seguindo em suas respectivas profissões. Mas, que ao mesmo tempo, não perdem a essência de quem eram há 33 anos.

— No primeiro reencontro, quando abracei elas, parecia que estava abraçando as minhas pequenas de sete anos — recorda.

Vínculos

Bárbara também é professora atualmente e afirma que deseja que os alunos mantenham a relações com os colegas e repitam a ação do grupo.

— Espero que no futuro, os meus alunos tenham essa vontade de se reencontrar.

— O bom de ser professora da 1ª série é a ligação que se cria. Pois eles chegam pequenos e tu marca para eles como a primeira professora, como quem ensinou a ler. E eles nos marcam também — destaca, entusiasmada Neuza — O reencontro nos deixa jovem, pois relembramos o que fazíamos, é uma alegria muito grande.

 
 
 
 
 
 
 
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