Evandro nega envolvimento no crime: "Não sabia de nada, não fiz nada" - Diário Gaúcho

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Julgamento em Três Passos14/03/2019 | 22h10Atualizada em 14/03/2019 | 22h10

Evandro nega envolvimento no crime: "Não sabia de nada, não fiz nada"

Ele foi o último dos quatro réus a ser ouvido no júri

Evandro nega envolvimento no crime: "Não sabia de nada, não fiz nada" Jefferson Botega/Agência RBS
Evandro foi ouvido e disse sentir falta dos filhos Foto: Jefferson Botega / Agência RBS

A sessão da tarde no plenário do júri em Três Passos, no noroeste do Estado, começou com clima tenso entre defesa e Ministério Público (MP). O advogado de um dos quatro réus pela morte do menino Bernardo, Evandro Wirganovicz, Luiz Geraldo Gomes dos Santos, disse que não permitiria que seu cliente respondesse ao MP.

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O promotor Bruno Bonamente reclamou que o direito do MP de acusar estava sendo comprometido. Antes deste debate, a irmã de Evandro, Edelvânia Wirganovicz, também ré no processo, esteve na sala para a defesa dela consignar que ela não mais responderia a questionamentos. Ela passou mal durante o depoimento pela manhã.

A   juíza Sucilene Engler  perguntou se os fatos pelos quais ele está sendo acusado são verdadeiros. Ele é apontado como responsável por cavar o buraco.

— Não sabia de nada, não fiz nada — disse o réu de braços cruzados.

A juíza quis saber por que ele não não contou, no primeiro depoimento, que havia estado no local em que foi feita a cova. Ele disse que temeu ser envolvido no crime e, por isso, não disse que estava pescando na região.

Evandro disse que soube dos detalhes do caso e do encontro do corpo pela imprensa.

— Por que o senhor mudou sua versão? — questionou Sucilene.

— Foi quando fui falar no detector de mentiras.   

Evandro disse que não conhecia Graciele Ugulini, madrasta de Bernardo Uglione Boldrini. Alegou que esteve na região onde foi feito o buraco para pescar, que estava de férias.

— Nunca fiz nada de errado, nunca vou fazer, sempre trabalhei, sou humilde. O que sei é o que passa nas reportagens — atestou.

Evandro chorou ao falar da falta do contato com os filhos. Quando foi preso, o filho tinha dois anos e a filha, 40 dias. Evandro disse que a mulher o abandonou há dois anos e meio. 

— Se eu devesse, podia tirar meu filhos de mim — disse Evandro direcionado aos jurados.

Sobre a irmã, disse que não conhecia "esse outro lado" de Edelvânia.

O advogado relembrou testemunho de que Evandro comentou que a atitude de Edelvânia havia acabado com a família.

— Tenho orgulho de ser quem eu sou e Deus sabe quem eu sou.

Advogado de Edelvânia, Jean Severo, disse lamentar a situação em que Evandro foi colocado. Severo quis saber se ele recebia visita. Ele disse que sim. E se a irmã recebia. Evandro disse achar que não.

Outros defensores não fizeram perguntas. Evandro abriu os braços e fez apelo aos jurados:

— Eu não fiz, eu não devo.

Juíza fez intervalo ao fim do depoimento, que durou menos de uma hora.

 
 
 
 
 
 
 
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