Da batalha de rimas ao circuito de rap: conheça o rapper Nego Joca - Diário Gaúcho

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Estrelas da Periferia09/04/2019 | 07h00Atualizada em 09/04/2019 | 07h00

Da batalha de rimas ao circuito de rap: conheça o rapper Nego Joca

Músico começou a sua trajetória no tradicional evento, fundamental para o surgimento de talentos do gênero.

Emicida é hoje um dos rappers mais famosos do país, integrante do Papo de Segunda, do GNT. Mas, antes, entre 2007 e 2008, o paulista ainda era pouco conhecido quando participava das batalhas de rimas, em São Paulo. Foi naquela época, assistindo a vídeos dele, que Joaquim Lima, o Nego Joca, ganhou inspiração. 

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 08/04/2019- Estrelas da Periferia: Nego Joca. (FOTOGRAFO: TADEU VILANI / AGENCIA RBS)
Nego Joca: cara conhecida nas BatalhasFoto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

— Eu fazia rimas na frente das casas de rap, em Porto Alegre. Fiz uma em um local que sediava um show do próprio Emicida! Ali por 2011, um cara me disse que eu tinha talento e falou para eu "colar" na Batalha do Mercado (duelo de rimas que rola todo mês, no Mercado Público) — relembra Nego Joca, hoje com 25 anos, do Morro Santana, na Zona Leste.

Chamou a atenção

Em 2012, ele  participou de edições da Batalha do Mercado. Na época, o evento ainda estava no início. Atualmente, é uma das principais iniciativas que dão espaço para novos talentos no meio por aqui. Na sua quarta participação na Batalha, ainda no mesmo ano, Nego Joca saiu como vencedor, mostrando que tinha talento. 

De quebra, como prêmio pela vitória, faturou a gravação de sua primeira música, Minha Quebrada.

— Ali, considero que a minha carreira começou de verdade fazendo rap — pontua.

Quatro anos depois, veio o seu primeiro disco, o EP Pré-história: Introdução ao Sonho de Guri, com faixas de boa produção e rimas caprichadas (disponível nas plataformas digitais). Depois, lançou a canção que considera o maior sucesso de sua carreira, Não Diga que me Ama, cujo clipe contou com locações na Praia do Rosa, em Santa Catarina. 

Toda essa evolução ele credita à percepção que teve no começo de sua história, quando decidiu seguir o tal conselho para participar da Batalha. 

— É um movimento cultural muito importante, foi pioneiro nesse sentido, em Porto Alegre. Todo artista que quer ser rapper deveria começar na Batalha. Além de aprender a improvisar, que é o básico, ganha presença de palco — explica.

Projeto

Essa transformação, segundo Nego Joca, aconteceu com ele depois das participações no evento. Antes, o músico reconhece que era tímido. E nem pensava em se apresentar para uma plateia numerosa:

— Tem muito MC que chega ali e trava, porque é complicado ficar em uma roda com muita gente em volta. Ganhei mais desenvoltura depois que participei da Batalha. 

No dia 30 deste mês, Nego Joca planeja colocar, na plataforma de financiamento coletivo Catarse, o projeto para arrecadar fundos para o seu próximo álbum. A proposta ficará no ar por dois meses.

— Para quem contribui, tem várias recompensas, desde disco autografado, até a participação da pessoa no meu clipe, chegando a um show de lançamento exclusivo — conta Nego, entusiasmado com os planos para 2019.   

Pitaco:

Rafa, do grupo Rafuagi, comenta sobre o som da nossa estrela da semana: 

— Nego Joca é destaque no rap daqui e também no cenário nacional. Tem conteúdo, visões e produções profissionais que não devem nada aos demais MCs do Brasil. 

— Para participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas e vídeos e um telefone de para jose.barros@diariogaucho.com.br.

— Se quiser falar com Joaquim, ligue para 99255-7627.


 
 
 
 
 
 
 
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