Entre o volante e os vocais: conheça o pagodeiro Rodrigo Laguna - Diário Gaúcho

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Estrelas da Periferia18/06/2019 | 07h00Atualizada em 18/06/2019 | 07h00

Entre o volante e os vocais: conheça o pagodeiro Rodrigo Laguna

Morador da Lomba do Pinheiro, o artista divide o tempo entre o trabalho como taxista e o reconhecimento como músico.

Aos 34 anos, Rodrigo Laguna divide o seu tempo entre o volante e a música. Há cerca de três anos, por não conseguir tirar o seu sustento exclusivamente da arte, que era o seu grande sonho, ele começou a trabalhar como taxista em um ponto localizado no bairro Partenon, na zona leste de Porto Alegre. 

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 16-06-2019: Rodrigo Laguna, além de taxista, é cantor de pagode romântico. Fotos para a seção Estrelas da Periferia do Diário Gaúcho (FOTO FÉLIX ZUCCO/AGÊNCIA RBS, Editoria de Variedades).
Rodrigo trabalha no táxi há três anos, e tenta sucesso na carreira soloFoto: Félix Zucco / Agencia RBS

Antes disso, integrou grupos de pagode da Capital. Mas já sentia a necessidade de tentar um voo solo. 

— Se me chamam para cantar em algum evento, eu vou. Tive uma boa experiência integrando bandas, mas queria o meu espaço — admite o músico e taxista da Lomba do Pinheiro.

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Na fase solo e trabalhando no táxi, teve a ideia de fazer pequenos clipes e gravar suas músicas no celular, enquanto esperava o ingresso de passageiros no veículo. Usando como base um aplicativo musical que reproduz os acordes das canções, Rodrigo passou a usar o microfone do próprio fone de ouvido para gravar as faixas.

— Foi uma boa solução que eu achei para mostrar o meu trabalho na internet — afirma, orgulhoso.

Por isso, quando não está cantando, mas dirigindo o táxi, ele conta que a sua segunda profissão gera uma certa curiosidade. Mas ele faz questão de dizer "que não sai cantando do nada, sem a pessoa dizer nada". 

Rola uma palhinha?

Se o passageiro se mostra receptivo, o taxista de conversa fácil revela que é cantor, fala sobre as suas influências, que vão de Mumuzinho a Dilsinho, e conta um pouco da sua trajetória. Essa história, aliás, ele mesmo lembra: é parecida com uma que ganhou repercussão nacional. 

O ex-músico do Raça Negra Fernando Monstrinho virou motorista de aplicativo em São Paulo, em 2016. Quando tinha a sua identidade descoberta, cantava para os passageiros, desde que eles permitissem, é claro. 

— Ele ficou conhecido no país, mas eu ainda estou no começo — admite Rodrigo, que tem sua tática:

— Se o passageiro não se sente incomodado, canto o trecho de alguma canção. Daí, o cara até esquece que está no táxi. Vira uma distração para ele.

Peleando na música e no volante, o pagodeiro da Lomba do Pinheiro sonha com algo que hoje parece simples com tanta tecnologia à disposição: gravar o seu som com meios mais profissionais. Enquanto esse dia não chega, ele segue fazendo os seus registros dentro do carro, à espera de passageiros e de mais uma oportunidade de mostrar o seu trabalho.

— É uma maneira leve de passar o tempo — avalia, confiante. 

— Para participar da seção, mande um pequeno histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas e vídeos e um telefone de contato para o e-mail jose.barros@diariogaucho.com.br.

— Se quiser falar com o Rodrigo, ligue para 98686-5021.

Pitaco de Quem Entende 

 Apresentamos o trabalho da nossa estrela para Guto Paulista, do grupo Samba Tri.

— O Rodrigo canta legal, com bons agudos, e tem uma voz vibrante! Gostei. São pessoas assim, com este talento, que precisam de uma oportunidade para abrilhantar o cenário musical do Rio Grande do Sul — afirma Guto. 



 
 
 
 
 
 
 
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