Polícia



Cárcere privado

Morre homem que manteve família em cárcere privado no Bairro Lami, em Porto Alegre

Evaristo Dorneles Rodrigues, 65 anos, atirou contra a própria cabeça e morreu no Hospital da Restinga

04/12/2014 - 13h40min

Atualizada em: 04/12/2014 - 13h40min


Cristiane Bazilio
Cristiane Bazilio
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Cristiane Bazilio / Agência RBS
Nesta casa, cinco familiares foram mantidos em cárcere privado por homem que acabou atirando contra a própria cabeça

Acabou em tragédia, depois de seis horas e meia, o caso do homem que manteve a família em cárcere privado em uma propriedade no Bairro Lami, Extremo Sul de Porto Alegre, nesta quinta-feira. Evaristo Dorneles Rodrigues, 65 anos, atirou contra a própria cabeça e chegou a ser socorrido ao Hospital da Restinga, onde chegou com parada cardiorrespiratória. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, o homem chegou a ser reanimado por 20 minutos, mas não resistiu.

Conforme o comandante do 21º BPM, coronel Eduardo Otto Amorim, um helicóptero da Brigada Militar localizou Evaristo já caído no matagal ao redor da casa onde estava a família.

- Quando o pessoal do helicóptero informou a localização dele, o Boe entrou e já o encontrou caído, mas ainda com sinais vitais - disse o comandante.

O coronel afirmou que não houve negociação com o homem em nenhum momento do dia, apenas contato visual com ele.

- Como ele estava armado e havia cinco pessoas dentro da casa, optamos por preservar a vida dessas pessoas durante todo o tempo. Ele ficava no meio do mato, não era possível precisar a localização dele, e havia informações de familiares de que ele havia avisado que se enxergasse alguém da polícia ele atiraria - explicou Amorim.

O coronel esclareceu também que não foi possível precisar em que momento Evaristo disparou contra a própria cabeça. Ainda pela manhã, ele havia atirado três vezes para o alto, mas o quarto disparo, contra ele mesmo, não foi percebido por ninguém, segundo o comandante.

- A própria família só foi informada de que ele havia atirado contra a cabeça pela Brigada Militar - garantiu Amorim.

Armado com um revólver calibre 38 e um facão, Evaristo manteve em cárcere privado cinco pessoas: sua esposa, de 60 anos, a sogra, de 80, duas noras, cujas idades ainda não foram divulgadas, e a neta de sete anos.

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De acordo com o comandante do 21º BPM, coronel Eduardo Amorim, ele alternava momentos em que ameaçava matar os familiares com outros em que afirmava que cometeria suicídio, aparentando sinais de transtornos psicológicos.

- O filho dele nos disse que, há algum tempo, ele vinha apresentando um comportamento estranho, demonstrando mania de perseguição e dizendo que se sentia abandonado - explicou o coronel.

Um negociador da BM acompanhou todo o movimento, mas não conseguiu fazer contato oral com o homem.


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