Estudantes da escola Odila Gay da Fonseca protestam pedindo segurança - Polícia

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Porto Alegre03/06/2015 | 22h17

Estudantes da escola Odila Gay da Fonseca protestam pedindo segurança

Em dez dias, pelo menos dez alunos foram assaltados nas imediações da instituição

Estudantes da escola Odila Gay da Fonseca protestam pedindo segurança Diego Vara/Agencia RBS
Foto: Diego Vara / Agencia RBS

São apenas crianças e adolescentes, mas muitos já sofrem com os traumas da violência urbana, como os adultos. Em dez dias, pelo menos dez alunos da Escola Estadual Odila Gay da Fonseca foram assaltados nas imediações da escola, no Bairro Ipanema, Zona Sul da Capital. Foram sete ataques (alguns deles contra duplas de alunos) em oito dias, se forem descontados o sábado e o domingo, quando não há aulas.

Protestando contra a situação, nesta quarta-feira, cerca de 600 alunos, apoiados por professores e por alguns pais, realizaram uma manifestação na Avenida Osvaldo Cruz, na qual a escola está localizada.

Com faixas e cartazes e gritando palavras de ordem, eles pediram medidas para o aumento da segurança. O ato estava programado para a quarta passada. Porém, como choveu forte, eles decidiram adiar a manifestação.

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— O temporal não nos permitiu realizar o ato, mas os ladrões não tiraram folga. Naquele dia, tivemos um assalto contra duas alunas — conta a diretora, Lucy Lopes.

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Nesta terça-feira, véspera do protesto, outras duas jovens foram vítimas de dois homens.

— Eles chegaram apontando a arma para nós e disseram que iriam atirar se a gente não entregasse nossos celulares para eles — descreveu a estudante de 17 anos, atacada com a colega em uma parada de ônibus próximo à escola.

Ataque semelhante havia sofrido um aluno de 14 anos, juntamente com uma colega, no dia 6 de maio. Também eram dois assaltantes, que levaram os celulares das vítimas. A mãe do jovem registrou o caso na 6ª DP.

— A gente fica com o coração na mão — disse a dona de casa Carmem Lucia Silva de Oliveira.


Foto: Diego Vara 

Manifestação surpreende a Brigada Militar

Os ladrões costumam agir sempre no final da manhã ou no início da tarde, aproveitando a movimentação dos alunos.

— A Brigada Militar faz rondas, mas o ideal seria que reforçassem o policiamento nos horários de entrada e de saída das turmas — sugere a diretora.

O comandante do 1º BPM, tenente-coronel Antônio Carlos Maciel, estranhou a manifestação.

— Há uma patrulha escolar percorrendo as escolas da região. A direção do Odila nos fez um contato e nós realizamos um trabalho, pelo qual recebemos até agradecimento. Por isso, fiquei meio sem entender porque realizaram esse ato. O que posso dizer é que, na medida do possível, estamos tentando resolver o problema.

Já o inspetor Gustavo Munhoz, da 6ª DP, disse que a delegacia tem trabalhado bastante na região, mas que os assaltos em torno da Odila Gay da Fonseca "não fogem do normal".

*Diário Gaúcho

 
 
 
 
 
 
 
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