Polícia



Contra a criminalidade

Apito pode ser uma arma no combate à violência?

Moradores da Cidade Baixa adotaram sinais sonoros como forma de autoproteção. Porém, há prevenções a serem observadas.

23/06/2016 - 17h14min

Atualizada em: 23/06/2016 - 22h42min


Renato Dornelles
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Carla é uma das idealizadoras da iniciativa

Alarmados com as constantes ocorrências policiais no bairro, moradores da Cidade Baixa, na área central da Capital, decidiram criar mais um mecanismo de ajuda e proteção mútua: um apito, para ser usado em situações de suspeita de risco.

Mas será uma estratégia eficiente e segura? Cerca de 80 pessoas já aderiram à ideia, que está sendo apoiada pela Brigada Militar.

Cada uma delas carrega um apito para ser utilizado quando alguém com comportamento considerado suspeito for visto rondando a área, algum ladrão for flagrado, houver uma vítima ou um pedido de socorro.

– Mas nunca deve ser usado pela vítima durante um assalto – alerta a jornalista Carla Santos, uma das organizadoras da iniciativa.

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Ou seja: o apito deve ser utilizado antes de a ocorrência ser consumada, como prova de prevenção, ou após isso, para auxiliar a vítima e acionar a BM.

– Dessa forma, um vizinho estará protegendo o outro. Se alguém for visto rondando um carro estacionado, por exemplo, o apito deve ser utilizado por quem esteja em local seguro. Dessa forma, poderá estar afugentando o suspeito. E a Brigada Militar estará pronta para dar a resposta necessária, tão logo seja acionada pelo telefone 190 ou por um dos grupos de WhatsApp – explicou o comandante do 9º BPM, tenente-coronel Marcus Vinicius.

Grupos no Whats

De acordo com Carla, a ideia é agilizar o policiamento na área. Além desse mecanismo, os moradores já formaram pelo menos seis grupos de WhatsApp, pelos quais comentam situações suspeitas e a violência na região. Todos contam com PMs entre os participantes.

Vizinhança se protege

QUANDO APITAR

O apito é considerado últil principalmente nessas situações:

/// Quando for vista alguma pessoa em situação suspeita.

/// Após um assalto, quando a vítima já estiver em situação segura.

/// Quando alguém necessitar de socorro, mas não estiver mais em perigo.

QUANDO NÃO APITAR

O uso deve ser racional e não pode colocar pessoas em risco:

/// No momento em que estiver sendo assaltado.

/// Por outras pessoas que vejam alguém sendo assaltado (durante o roubo).

/// Sem que esteja ocorrendo alguma tipo de crime ou situação suspeita.

OS CÓDIGOS

/// Suspeito na área: um silvo longo

/// Ladrão: dois silvos curtos seguidos

/// Ajudar a vítima: um longo e um curto repetidamente

/// Pedido de socorro: apitar incessantemente

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