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Operação Inkjet II30/06/2016 | 18h56

Preso por falsificar dinheiro usava impressora comum para fabricar notas

Criminoso vendia notas através da internet

Preso por falsificar dinheiro usava impressora comum para fabricar notas Divulgação/Polícia Federal
De acordo com a investigação, R$ 600 reais falsos custavam R$ 100 verdadeiros Foto: Divulgação / Polícia Federal

O homem preso na manhã desta quinta-feira pela Polícia Federal utilizava uma impressora multifuncional comum para produzir as notas falsas. A moeda era vendida para todo o Brasil por meio de redes sociais, como Facebook e WhatsApp. As informações são da Rádio Gaúcha.

Ele foi preso no Bairro Belém Velho, na Zona Sul de Porto Alegre. Também foram apreendidos R$ 20 mil em cédulas falsas na casa dele.

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Em Osório, os mandados foram cumpridos no presídio, já que um suspeito se encontrava detido por outro crime. As conduções coercitivas ocorreram em Goiás. A estimativa dos investigadores é de que cerca de R$ 100 mil eram fabricados na Capital a cada mês e distribuídos para todo o Brasil.

De acordo com a investigação, a venda era realizada por meio de proporção. Eram, em média, seis notas falsas para cada uma verdadeira. Ou seja, R$ 600 falsos custavam R$ 100 verdadeiros. 

A falsificação investigada é classificada como de ótima qualidade pelos policiais federais. Notas de praticamente todos os valores foram apreendidas, com predominância da cédula de 20 reais. O motivo, segundo a delegada fazendária da PF Maria Lúcia Wunderlich, é de que as notas de 20 reais normalmente não são verificadas. 

O falsificador já foi condenado pelo mesmo crime, mas estava recorrendo do processo em liberdade. Agora será encaminhado ao Presídio Central, com a prisão preventiva decretada.

Investigação

A Operação Inkjet II teve início em maio deste ano. Com apoio dos Correios, diversas correspondências enviadas a partir de Porto Alegre contendo cédulas falsas foram retidas. As investigações da Polícia Federal levaram à identificação do suspeito, responsável pela produção das notas, que já havia sido preso pela PF em 2010 na Operação Inkjet e condenado pela Justiça federal por falsificação de moeda.

Em Goiás, um jovem negociava em redes sociais as notas falsas, que eram remetidas para diversos estados brasileiros. Desde o início das investigações foram apreendidos mais de R$ 25 mil em notas falsas e realizada uma prisão em flagrante, em 9 de junho, com apoio da Brigada Militar.

Como identificar notas falsas? 

As notas possuem vários elementos de segurança que garantem a veracidade. As características podem ser encontradas no site do Banco Central.

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