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Região Metropolitana27/11/2017 | 15h23Atualizada em 27/11/2017 | 15h42

Operação mira quadrilha de presidiários que usava "casal de namorados" em roubo de carros

Grupo atuava, principalmente, em Canoas, e enviava veículos para Santa Catarina

Operação mira quadrilha de presidiários que usava "casal de namorados" em roubo de carros  Cid Martins / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Cid Martins / Agência RBS / Agência RBS

Uma quadrilha que utilizava um casal para roubar veículos na Região Metropolitana é alvo de uma operação policial nesta segunda-feira (27). O grupo, comandado por presidiários, realizava, em média, dois roubos semanais.

Os veículos roubados eram enviados para Santa Catarina, onde eram clonados e revendidos por até R$ 6 mil. A Polícia Civil de Canoas cumpriu nove mandados de prisão temporária e 14 de busca e apreensão em Canoas, Gravataí e Charqueadas, no Rio Grande do Sul, com a participação de 56 policiais, e em Içara e Araranguá, em Santa Catarina, com a participação de 35 agentes.

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Durante os três meses de investigação da operação Rota Proibida, a Delegacia Especializada de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec) descobriu uma rota entre Canoas e SC. O delegado Thiago Benemann diz que dois irmãos se aliaram a um criminoso catarinense. Os três foram presos, sendo um deles ainda em julho deste ano, quando levava um carro roubado para o Estado vizinho. Desde então, a polícia passou a seguir os passos dos bandidos e descobriu que a ordem para o roubo de veículos era dada da cadeia. 

– Sempre armados, um homem e uma mulher agiam juntos, muitas vezes de mãos dadas, como se fossem namorados. No entanto, era uma tática para não atrair a atenção dos proprietários dos automóveis e facilitar os roubos – explica Benemann.

O casal foi reconhecido por fotos em 15 ocorrências. Eles recebiam ordens dos dois irmãos já presos e roubavam somente carros solicitados pelos clientes. Tudo funcionava por encomenda, e todas tinham origem em Santa Catarina. Segundo Benemann, o esquema funcionava entre os dois Estados devido à parceria estabelecida entre os irmãos e o criminoso catarinense. Após os roubos, os veículos eram encaminhados para SC e revendidos por até R$ 2 mil. Após serem clonados, eram encaminhados e vendidos por até R$ 6 mil para os clientes.

Benemann destaca que são três líderes: os dois irmãos gaúchos, um deles está no regime fechado e em atendimento no hospital Vila Nova, zona sul da Capital, e o outro, que esteve preso em Arroio dos Ratos e que há pouco tempo foi para o regime semiaberto em Porto Alegre. O principal comparsa deles, de Santa Catarina, era o responsável pelas encomendas e está preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Além deles e do casal que realizava os roubos, há mais três receptadores e um responsável pela clonagem envolvidos.

 

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