Primeira vítima de homicídio de 2018 em Porto Alegre é uma adolescente - Polícia

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Violência02/01/2018 | 09h36Atualizada em 16/01/2018 | 07h49

Primeira vítima de homicídio de 2018 em Porto Alegre é uma adolescente

Moradora do bairro São José de 14 anos teria sido atingida por bala perdida durante as comemorações da virada de ano

A festa de Réveillon terminou de forma trágica nos primeiros segundos de 2018 para a família de uma adolescente, de 14 anos, no bairro São José, na zona leste de Porto Alegre. Ela teria sido atingida na cabeça por uma bala perdida, em um disparo possivelmente feito logo após a meia-noite de domingo (31), em meio à tradicional queima de fogos da virada de ano. Levada ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), não resistiu ao ferimento e morreu ao final da madrugada, no primeiro homicídio da Capital em 2018.

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A garota chegou ao hospital aos 11 minutos desta segunda-feira (1º), levada por familiares. O socorro ocorreu em meio à euforia da vizinhança pela chegada do Ano-Novo. Por isso, muitos nem perceberam o que havia ocorrido. Durante esta tarde, no bairro, eram poucas e vagas as informações a respeito do caso. Já a família, velava o corpo da adolescente no Cemitério São Pedro, em Eldorado do Sul.

Segundo uma prima, que pediu para não ser identificada, a família se mobilizava para a realização da festa de 15 anos da adolescente, em novembro deste ano.

De acordo com o diretor de investigações do Departamento de Homicídios da Polícia Civil, delegado Gabriel Bicca, que estava de plantão durante a madrugada, o caso foi registrado como de bala perdida, com base em informações fornecidas pela família.

— Os familiares disseram no HPS que a menina havia saído de casa para cumprimentar os amigos e, por volta da meia-noite, um vizinho entrou na casa carregando ela ferida — disse.

Bicca afirma que o departamento ainda não teve acesso à ocorrência registrada por um médico no plantão de polícia do HPS. Por isso, não soube precisar se o tiro atingiu realmente a cabeça de Maria Julia.

A 1ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ficará encarregada das investigações.

Menino sobreviveu

Casos de balas perdidas durante a virada de ano não têm sido raros. Em 2017, a vítima foi um menino de cinco anos, morador do Parque dos Anjos, em Gravataí. Ele assistia à queima de fogos no colo do pai, quando foi atingido na cabeça pelo disparo.

O menino foi submetido a uma delicada cirurgia no Hospital de Pronto Socorro, em Porto Alegre e, pouco mais de um mês depois, em 5 de fevereiro, recebeu alta. Porém, como o ferimento lhe deixou sequelas, como o comprometimento dos movimentos, passou a ser acompanhado por fisioterapeuta.

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