Polícia tenta esclarecer esquema de fraude em medicamento para câncer no RS - Polícia

Versão mobile

 

Remédio falso26/02/2018 | 18h18Atualizada em 26/02/2018 | 18h18

Polícia tenta esclarecer esquema de fraude em medicamento para câncer no RS

Aspecto diferente e erros de português chamaram a atenção de pacientes que receberam os remédios 

Polícia tenta esclarecer esquema de fraude em medicamento para câncer no RS Polícia Civil/Divulgação
Polícia identificou diferenças entre embalagens de remédio Foto: Polícia Civil / Divulgação

Foi a partir do relato de pacientes que a polícia gaúcha começou a investigar pelo menos três lotes do Sutent 50mg, medicamento fabricado originalmente pela Pfizer. As embalagens apresentavam erros de português e outras falhas. O remédio é receitado para tratamento de câncer de estômago e intestino, câncer metastático renal e de pâncreas.

Conforme o delegado Rafael Liedtke, da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor do Departamento Estadual Investigações Criminais (Deic), a principal linha de investigação é a falsificação do remédio.

Leia mais
Polícia instaura inquérito para apurar fraude envolvendo medicamento para combate ao câncer
Polícia afirma que dona de clínica aplicava vacinas vazias e indicia mulher por três crimes
Terapia de precisão contra câncer funciona em 75% dos pacientes

— O aspecto do medicamento é diferente do original, tem erros grosseiros de português e a bula parece um xerox — detalha Liedtke.

De acordo com Liedtke, as numerações dos lotes (985EE; 986EE; 987EE) não foram reconhecidas pelo laboratório. Em nota, a fabricante multinacional afirmou que "os lotes não foram comercializados pela Pfizer Brasil". O laboratório destacou, ainda, que "foi contatado por paciente e pela Unimed após relato sobre suspeitas de alteração da coloração das cápsulas do produto e ausência de efeitos adversos previstos em bula".

O desafio da polícia agora é descobrir quem seria o fornecedor que entregou os medicamentos falsos retirados por pacientes em uma clínica da Unimed localizada em Porto Alegre. Em nota, a Unimed Porto Alegre destacou que “o medicamento foi adquirido de forma regular junto a representante cadastrada na Anvisa, com a devida nota fiscal de compra”. O documento ainda reitera que “ao suspeitar a possível adulteração, a Unimed Porto Alegre tomou as medidas de segurança e atendimento, promovendo a substituição imediata das três caixas de medicamento”.

Quem adquiriu qualquer um dos supostos falsos lotes, a orientação é comparecer à Secretaria Estadual da Saúde (na Avenida Ipiranga, n°6113 - DAF - Divisão de Assistência Farmacêutica, das 8h às 17h, de segunda à sexta) para entregar os medicamentos. Os lotes serão encaminhados para perícia oficial.

 

Vídeos recomendados para você

 
 
 
 
 

Mais sobre

 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros