Com funerária de fachada, facção transportava armas dentro de caixões em Sapucaia - Polícia

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Região Metropolitana27/03/2018 | 07h45

Com funerária de fachada, facção transportava armas dentro de caixões em Sapucaia

Polícia Civil apura se proprietário do estabelecimento recebia dinheiro para guardar armas, se era forçado a fazer isso ou se tinha algum vínculo mais forte com a organização criminosa

Com funerária de fachada, facção transportava armas dentro de caixões em Sapucaia Polícia Civil / Divulgação/Divulgação
Polícia apreendeu armas de diferentes calibres, coletes e munição em funerária Foto: Polícia Civil / Divulgação / Divulgação

A Polícia Civil descobriu mais uma ousadia do crime organizado na tentativa de evitar prejuízos, de despistar agentes da segurança e até rivais. Uma facção que tem base no Vale do Sinos, a mesma que tinha plano para executar autoridades e que construiu um túnel para fuga em massa do Presídio Central, estava escondendo armas em uma funerária na cidade de Sapucaia do Sul. A investigação aponta que armamento, coletes e munição seriam transportados até dentro de caixões.

A Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de São Leopoldo chegou à descoberta após a prisão, na semana passada, de três integrantes do grupo que estavam atacando com violência motoristas na região. Ao obter as informações sobre o uso da funerária como depósito de armas, policiais foram até o local entre a noite passada e a madrugada desta segunda-feira (26). No imóvel, durante cumprimento de mandado de busca, o delegado Rodrigo Zucco encontrou uma submetralhadora .50, coletes à prova de bala, toucas ninja, munição dos mais variados tipos e rádios comunicadores, todos já na frequência da Brigada Militar.

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— A suspeita é de que as armas seriam transportadas nos veículos da funerária para prática dos assaltos e homicídios do bando. Ou então para fazer segurança do tráfico — diz Zucco. 

Um homem de 43 anos, que estava no local, foi preso em flagrante. A polícia vai apurar agora o envolvimento de mais integrantes de facção neste esquema de utilizar uma funerária como depósito de armas.

Zucco não divulgou o nome do estabelecimento comercial e nem o do preso. Ele ainda apura se o proprietário do local recebia dinheiro para guardar armas, se era forçado a fazer isso ou se simplesmente tinha algum vínculo mais forte com a organização criminosa.

 

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