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CASO NAIARA20/03/2018 | 12h17Atualizada em 20/03/2018 | 12h17

Como agir quando uma criança desaparece

Polícia Civil orienta a comunicação imediata ao perceber que a criança ou adolescente está em local incerto

Esqueça o mito da espera por 24 ou 48 horas. Assim que perceber que uma criança ou adolescente desapareceu, procure a polícia. É a orientação das autoridades e está na lei. desde 2005, está estabelecido no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) a investigação imediata e com prioridade, assim como a comunicação para portos, aeroportos, polícias rodoviárias e transportadoras, para casos de crianças e adolescentes desaparecido. 

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O caso da menina Naiara Soares Gomes, sumida há 11 dias em Caxias do Sul, mobiliza a polícia e reforça a necessidade da comunicação desse tipo de situação.

— Não existe um tempo regulamentar para determinar se é um desaparecimento. Quando a criança está em local incerto e não sabido, é preciso comunicar à delegacia mais próxima. Claro, isso não se aplica para casos em que adolescentes, por exemplo, estão em algum local que os pais ou responsáveis sabem — diz a diretora do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), delegada Adriana Regina da Costa.

Segundo ela, as primeiras 24 horas são fundamentais em uma investigação desse tipo. É o momento em que os policiais têm condições de, com uma comunicação rápida, evitar, por exemplo, um rapto com a retirada da criança da cidade por qualquer meio de transporte.

— Em geral, nessas primeiras 24 horas se consegue encontrar rastros mais claros sobre o que motivou o desaparecimento ou até mesmo a fuga. Porque, em casos de fuga, também é necessário apurarmos a motivação. Muitas vezes há algum crime relacionado — aponta a delegada.

A orientação da polícia é de que, no momento de registrar uma ocorrência de desaparecimento de menores, os pais ou responsáveis forneçam o máximo de informações. Desde fotografia atualizada e documentos, até hábitos nas redes sociais e na internet de um modo geral. Casos como o da menina de Caxias do Sul, aponta a delegada, são raros em todo o Estado. 

Na maior parte dos casos de desaparecimentos, o reencontro acontece horas depois. Ainda assim, no site da Polícia Civil há um cadastro com 149 casos de crianças e adolescentes desaparecidos. São casos de solução complicada, em que a polícia espera obter informações a partir da internet. Há uma equipe de investigadores especializados em desaparecimentos no Deca. Dois deles foram para a Serra, no esforço em busca de pistas sobre Naiara.

Denúncias ou informações sobre desaparecimentos de crianças e adolescentes podem ser feitos pelo 0800 6426400, ou pelo 197.

O que fazer?

Faça o boletim de ocorrência, na delegacia mais próxima, imediatamente após constatado o desaparecimento.
Descreva para a polícia a situação do desaparecimento, aparência da pessoa e o máximo de detalhes possíveis sobre os momentos e dias que antecederam o desaparecimento.
Apresente fotos atualizadas e documentos da criança ou adolescente.
Quando encontrado, é fundamental comunicar à Polícia Civil, tanto para que não haja distorção nos registros de desaparecimentos e, portanto, apurações desnecessárias, quanto para que a motivação do eventual sumiço possa ser melhor investigada.

Como evitar?

Não permita que a criança brinque ou ande na rua sem a companhia de um adulto de confiança.
Observe com atenção as mudanças de comportamento da criança ou adolescente e procure identificar as causas.
Verifique sempre com quem se correspondem nas redes sociais e seus hábitos no mundo virtual.
Nunca tire os olhos da criança em locais de grande circulação de pessoas.
Ajude-os a memorizar endereço e telefones de contato com a família.

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