Execução de falso advogado marca sétimo assassinato em uma semana em Gravataí - Polícia

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Onda de homicídios25/03/2018 | 16h00Atualizada em 25/03/2018 | 16h00

Execução de falso advogado marca sétimo assassinato em uma semana em Gravataí

 Fabriciano Spitzmacher Alves, 49 anos, morto ontem, foi ouvido no final de 2017 pela Delegacia de Homicídios

Execução de falso advogado marca sétimo assassinato em uma semana em Gravataí Gabriel Siota Ganzer / Giro de Gravataí/Giro de Gravataí
Delegacia de Homicídios da cidade trabalha para desvendar a motivação e a identificação dos atiradores Foto: Gabriel Siota Ganzer / Giro de Gravataí / Giro de Gravataí

A execução a tiros de pistola de Fabriciano Spitzmacher Alves, 49 anos, em Gravataí, na noite de quinta-feira (22), marcou o sétimo assassinato em um intervalo de sete dias no município. A Delegacia de Homicídios da cidade trabalha para desvendar a motivação e a identificação dos atiradores.

Chamou a atenção de testemunhas que no veículo de Alves, um Siena, havia um adesivo indicando que ele era advogado. Algumas pessoas que o conheciam se referiram a ele no local do crime como "doutor Fabriciano". No entanto, segundo a Polícia Civil, ele era um falso advogado. A seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também afirma que ele não tinha registros na entidade. O assassinato ocorreu na Rua Lauro Muller, no bairro Monte Belo, na altura da parada 69.  

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Alves já havia sido ouvido recentemente em um inquérito sobre a morte um amigo dele na cidade, no final de 2017. O delegado Felipe Borba relata que no dia em que foi ouvido ele admitiu que não possuía registro profissional e que trabalhava somente com assistência jurídica. Inclusive, ele já possuía antecedentes criminais por falsa identidade, estelionato e exercício irregular da profissão. Também consta na ficha dele passagens por ameaça, lesão corporal e porte ilegal de arma de fogo. 

À época do assassinato de seu amigo,  a quem Alves se referiu como "comparsa", a Polícia Civil desconfiou que ele sabia a identidade dos atiradores e a motivação do crime, mas não abriu detalhes aos agentes. 

— Ele (falso advogado) disse que recebia algumas ameaças já na época do outro crime. Ele seria o alvo daquele ataque. Naquele momento, desconfiamos que ele até soubesse quem eram os atiradores — relata o investigador. 

A polícia encontrou na cintura de Alves uma pistola irregular, o que indica que ele já sabia que era procurado pelos seus algozes. Em um primeiro momento, policiais não acreditam que o crime tenha relação com traficantes de drogas. 

Onda de homicídios na cidade

O delegado Felipe Borba considera um movimento normal o aumento de homicídios nos últimos sete dias na cidade. Segundo ele, a maioria dos casos está ligada ao tráfico de drogas, mas houve também um relacionado a uma briga familiar. 

— Não há nenhum indicativo de relação direta entre os últimos fatos. São eventos que podem ocorrer e que trabalhamos para investigar. Essa onda de homicídios, por vezes, acontece — avalia.

 

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