"Presume-se que tenha matado ela em sua residência", diz delegado sobre suspeito do caso Naiara - Polícia

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Caso Naiara22/03/2018 | 07h29Atualizada em 22/03/2018 | 07h29

"Presume-se que tenha matado ela em sua residência", diz delegado sobre suspeito do caso Naiara

Um homem suspeito de envolvimento no caso foi preso na tarde de quarta-feira

"Presume-se que tenha matado ela em sua residência", diz delegado sobre suspeito do caso Naiara Roni Rigon/Agencia RBS
Delegado regional Paulo Roberto Rosa da Silva falou sobre a morte da menina Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
Pioneiro
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Após a prisão de um homem suspeito de envolvimento no sumiço e na morte de Naiara Soares Gomes, 7 anos, o delegado regional Paulo Roberto Rosa da Silva revelou detalhes da investigação. Confira os principais trechos da entrevista:

Quais foram as dificuldades da investigação?

Investigação, às vezes, não é no primeiro momento. Neste (caso Naiara), graças a Deus, tivemos sucesso e conseguimos apurar em 13 dias. Infelizmente com este desfecho trágico, mas conseguimos apurar a autoria. No outro caso (da menina estuprada no ano passado e liberada na mesma região do rapto de Naiara), também tivemos as dificuldades das câmeras e não conseguimos apurar o local do rapto. Não havia nenhuma câmera para identificar o veículo. Com o depoimento da vítima, chegamos inclusive ao carro que ele (investigado) utilizava na época quando aconteceu o primeiro fato no ano passado.

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Quando a menina foi morta?

Em princípio, pelas declarações do acusado, a morte deve ter acontecido no próprio dia do desaparecimento, ou seja, no dia 9 de março. Em um primeiro momento, informalmente, ele não falou que a matou. Presume-se que tenha matado ela em sua residência, quando manteve relações sexuais. Mas iremos aguardar a necropsia para saber a causa da morte.

Outras crianças foram vítimas dele?

Em Caxias, não temos relato. Mas não há nada que impossibilite, uma vez que, muitas vezes, as mães não relatam. São dois casos idênticos, embora suas peculiaridades. Eram meninas, na mesma faixa etária, que estavam indo para a escola.

"Trabalho precisa ser discreto"

Responsável pela investigação que levou à solução do crime, o delegado do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente, Caio Márcio Fernandes, afirma que poucas vezes um caso envolveu tantos policiais. Confira os principais trechos da entrevista:

Em um caso tão longo, qual o balanço?

Posso garantir que foi um envolvimento muito grande de todos os policiais, inclusive de outras delegacias e do Deca (Departamento Estadual da Criança e do Adolescente). Trabalhamos com uma capacidade de mais de 140%. O trabalho de investigação é bastante sigiloso e precisa ser discreto. Infelizmente, não podemos comunicar a sociedade por mais que saibamos dessa ansiedade por resultados. Não podemos macular a investigação ou atrapalhar os passos (das diligências).

Houve muitos boatos?

De todas as informações que chegaram, nenhuma era verídica e nenhuma foi feito uso efetivo. Mas, para isso, tivemos que desprender exaustivos esforços para descartá-las.

Como foi rastrear um carro sem a placa dele?

Fizemos um trabalho bastante intenso de rua e interno de seleção de inteligência. Não vou falar que verificamos todos (os Palios brancos da cidade), mas foi uma boa parte deles.

 
 
 
 
 
 
 
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