Marido e suspeito viram réus por homicídio e ocultação de cadáver de contadora - Polícia

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Noroeste do RS05/04/2018 | 07h43

Marido e suspeito viram réus por homicídio e ocultação de cadáver de contadora

Sandra Mara Lovis Trentin, 48 anos, está desaparecida desde 30 de janeiro, e MP trabalha com hipótese de assassinato

Marido e suspeito viram réus por homicídio e ocultação de cadáver de contadora Arquivo Pessoal/Divulgação
Sandra Mara Lovis Trentin, 48 anos, está desaparecida desde 30 de janeiro Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Viraram réus os dois homens presos preventivamente pelo homicídio da contadora Sandra Mara Lovis Trentin, 48 anos, em Boa Vista das Missões, no Noroeste do Estado. Na segunda-feira (3), o Ministério Público ofereceu a denúncia e, no dia seguinte, o judiciário local aceitou os termos. O marido Paulo Ivan Baptista Landfeldt, 47 anos, foi enquadrado como o mandante do crime. Já Ismael Bonetto, 22 anos, é acusado de executar o assassinato.

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A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Marcos Eduardo Rauber, enquadra os dois presos por homicídio qualificado com os agravantes de motivo torpe, promessa de recompensa, recurso que impossibilitou defesa da vítima, feminicídio e ocultação de cadáver. O procedimento foi entregue à Justiça na segunda-feira (2). 

A Justiça, o MP e a Polícia Civil tratam o caso como assassinato, mesmo que até o momento o corpo da contadora não tenha sido localizado. A suspeita das autoridades é de que a vítima tenha sido morta e tenha tido o corpo escondido em alguma área rural da região. Investigadores já realizaram buscas no sítio do marido dela, mas não localizaram o suposto cadáver. 

O crime, segundo peças contidas no processo, foi cometido para que Landfeldt, vereador do município , pudesse ficar com todos os bens da família sem que houvesse uma separação. O casal estaria vivendo um relacionamento conturbado. Além disso, consta também que o parlamentar assumiria um relacionamento com uma amante. 

Uma das principais provas da investigação é o primeiro depoimento dado por Bonetto no dia em que foi preso, na cidade de Lages, em Santa Catarina. O suspeito teria admitido em detalhes, com calma, o passo a passo do dia do crime. A conversa dele com o delegado local foi gravada em vídeo. Dias depois, o rapaz voltou atrás em suas declarações, mas a polícia acredita que ele estivesse sendo coagido.

O suspeito de ser o executor do crime também foi indiciado por extorquir o mandante. Segundo a denúncia, dias após o sumiço da contadora, o rapaz passou a solicitar ao vereador uma quantia maior em dinheiro pelo crime.

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O MP e a Polícia Civil não descartam que outras pessoas tenham participado do homicídio. Em parte do documento, consta que ela teria sido surpreendida por um ou mais criminosos. Por isso, apesar de denunciados dois suspeitos, as investigações ainda prosseguem.

GaúchaZH tenta contato com o advogado de Landfelt, João Batista Pippi Taborda. Bonetto não possui advogado constituído. 

O crime

Sandra saiu da casa onde residia com o marido, Paulo Landfeldt, e três filhas, de 16, 11 e cinco anos, em Boa Vista das Missões, na manhã de 30 de janeiro. Ela pegou a caminhonete que estava na garagem da residência do cunhado, passou no escritório de contabilidade, na mesma rua, e por volta das 7h30min saiu para Palmeira das Missões.

A contadora disse às funcionárias que resolveria algumas questões do escritório. Ela chegou a passar na Junta Comercial, no centro de Palmeira das Missões. Depois disso, circulou pelas ruas da área central e estacionou na Rua Rio Branco, ao lado de um CTG. A partir dali, não foi mais vista.

Dentro do veículo, foram achados dois chips e o cartão de memória do celular, a bolsa dela, um par de sapatilhas, dinheiro e diversos papéis do escritório. A família percebeu o sumiço do celular e da carteira de habilitação. No mesmo dia, o desaparecimento foi registrado pela família.

 

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