Simpático, atencioso e querido por todos: quem era o idoso morto em assalto na Capital - Polícia

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Latrocínio em Porto Alegre13/04/2018 | 07h58Atualizada em 13/04/2018 | 07h58

Simpático, atencioso e querido por todos: quem era o idoso morto em assalto na Capital

Comerciante morto ao reagir a roubo no bairro Jardim Botânico, na tarde desta quinta-feira (12), era considerado referência por moradores do entorno

Locais de crime costumam atrair curiosos, mas perante a Ferragem Comercol, na Rua Barão do Amazonas, no bairro Jardim Botânico, onde o proprietário do estabelecimento foi morto, na tarde desta quinta-feira (12), reuniram-se dezenas de amigos. Alguns choravam. Outros, reclamavam da violência e da falta de segurança. Todos lamentavam a morte do comerciante Luiz Carlos Liotta, 72 anos, prioprietário do estabelecimento, assassinado por assaltantes, por volta das 14h.

Luiz Carlos Liotta, 72 anos, dono de ferragem assassinado por assaltantes, no bairro Jardim Botânico.
Luiz teria reagido ao assaltoFoto: Divulgação / Arquivo pessoal

"Seu" Luiz, como o chamavam, era uma referência para os moradores do trecho do bairro Jardim Botânico entre as avenidas Bento Gonçalves e Ipiranga. Não só na Barão do Amazonas, como também nas paralelas Guilherme Alves e Portuguesa e perpendiculares Euclides Moura e Bento Amaral.

— O que houve? — perguntou um rapaz que, ao passar pelo local, foi surpreendido pelo movimento de viaturas policiais e aglomeração de pessoas.

— Mataram o dono da ferragem — respondeu um homem de meia idade.

— O que? Aquele senhorzinho simpático? — disse o rapaz, sem esconder o espanto.

Além de querido por todos, o comerciante era considerado uma pessoa solidária, sempre disposta a ajudar.

— Todos os dias passava por aqui e dizia, bom dia, seu Luiz, boa tarde, seu Luiz. Teve uma vez que tive um aparelho estragado. Ele não só trocou a peça, como realizou todo o serviço e só cobrou pela peça — lembrou uma moradora da Rua Euclides Moura, de 66 anos.

Essa mesma mulher, dona de casa, lembra que o comerciante a ajudava juntando lacres de latas de bebidas que revertiam em renda para uma ONG. As latinhas Liotta doava para outra idosa, de 70 anos, que mora a dois quarteirões da ferragem.

— Passava toda a semana sempre por aqui, pois ele sempre tinha um monte (de latinhas) para me dar — lembra.

Amigo de décadas do dono da ferragem, o aposentado Vladimir Silva Rodrigues, 58 anos, além de triste, estava indignado.

— No início do ano, tinha policiamento em cada esquina por aqui. Agora, não tem mais e todo o dia ocorrem assaltos.

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 12-04-2018: Homicídio em ferragem situada na Rua Barão do Amazonas, em Porto Alegre (FOTO FÉLIX ZUCCO/AGÊNCIA RBS, Editoria de Notícias).
Crime foi na Rua Barão do Amazonas em plena luz do diaFoto: Félix Zucco / Agencia RBS


 
 
 
 
 
 
 
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