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Vale do Caí04/05/2018 | 13h21Atualizada em 04/05/2018 | 13h21

Polícia investiga hipótese de inspetor morto ter sido atingido por colega

Chefe da Polícia Civil, Emerson Wendt, pediu apuração rigorosa da circunstâncias da morte do inspetor Leandro de Oliveira Lopes

Polícia investiga hipótese de inspetor morto ter sido atingido por colega Lauro Alves/Agencia RBS
Morte do inspetor Leandro de Oliveira Lopes enlutou a Polícia Civil gaúcha Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

O chefe da Polícia Civil, delegado Emerson Wendt, emitiu na manhã desta sexta-feira (4) uma determinação para que a apuração das circunstâncias da morte do policial Leandro de Oliveira Lopes seja rigorosa. O reforço no pedido em relação à investigação da morte decorre dos comentários entre policiais civis e militares de que o inspetor poderia ter sido atingido por "fogo amigo", ou seja, um tiro disparado por outro policial que fazia parte da operação.

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Lopes morreu na quarta-feira (2), durante cumprimento de mandato de prisão em Pareci Novo, no Vale do Caí. A Polícia Civil buscava um foragido em um sítio, de onde teriam partido disparos. O inspetor foi atingido, mesmo usando colete, e morreu no hospital.

— É comum, até mesmo em outros países, que essa seja uma das possibilidades investigadas em casos assim de confronto. É muito cedo para dizermos alguma coisa. Estamos esperando que a perícia informe o calibre da arma usada para atingir o policial. A partir disso, tomaremos medidas — afirmou Wendt ao GaúchaZH.

Se o tiro que atingiu Lopes partiu de uma arma de mesmo calibre das que foram usadas na operação, o armamento terá de ser recolhido para ser periciado, por exemplo. Por enquanto, não houve nenhuma medida nesse sentido. Na operação havia policiais de duas delegacias de Canoas — da Delegacia Especializada de Furto, Roubos e Capturas (Defrec) e da Homicídios — e do Grupamento de Operações Especiais (GOE). Os policiais, em geral, usam pistolas calibre .40 e também estariam, nesse dia, com carabinas calibre 556. O GOE usa fuzis, também calibre 556.

— Ainda que se confirme que o tiro era de mesmo calibre usado pela polícia, ainda há possibilidade de os criminosos que fugiram terem uma arma destas também — salientou o chefe da polícia.

A investigação do caso está a cargo do delegado regional do Vale do Caí, Marcelo Farias Pereira. Também nesta sexta-feira, ele solicitou informações sobre todos policiais que estavam na operação e que arma usavam.

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