Casas de papel: presos mais dois suspeitos de lesar clientes de construtora - Polícia

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REGIÃO METROPOLITANA24/08/2018 | 15h24Atualizada em 24/08/2018 | 15h24

Casas de papel: presos mais dois suspeitos de lesar clientes de construtora

Na semana passada, outras três pessoas já haviam sido detidas em operação policial

Casas de papel: presos mais dois suspeitos de lesar clientes de construtora Polícia Civil/Agencia RBS
Dupla foi presa pela Polícia Civil em Porto Alegre nesta sexta-feira (24) Foto: Polícia Civil / Agencia RBS

A Polícia Civil prendeu preventivamente, na manhã desta sexta-feira (22), mais dois suspeitos de serem responsáveis por lesar clientes que adquiriram casas pré-fabricadas ou de alvenaria em sete cidades da região metropolitana de Porto Alegre e do Litoral. Os dois – que são investigados pelos crimes de estelionato e organização criminosa – foram encontrados nos bairros Rubem Berta, na Zona Norte, e Jardim Carvalho, na zona leste da Capital.

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Um dos presos é Luciano Agnes Besestil, 41 anos, que, segundo a polícia, seria o responsável pelas vendas da Construtora Martins. O outro é Anderson Dias de Quadros, 33 anos, que era gerente da mesma empresa em Tramandaí, no Litoral Norte.

Conforme o delegado Rafael Liedtke, da Delegacia do Consumidor, a dupla também representava a empresa em audiências na Justiça.

— Como representantes da construtora, inclusive firmavam acordos com as vítimas, que depois não eram cumpridos — afirma o delegado.  

Na última sexta-feira (17), outros três suspeitos foram presos também em ação policial. Eles seguem detidos. 

Segundo Liedtke, até o momento há a identificação de aproximadamente 40 vítimas, e a polícia ainda apura o prejuízo que teria sido causado pela quadrilha. A Justiça decretou o bloqueio de contas bancárias de quatro empresas ligadas à construtora.

De acordo com a investigação, a construtora cobra dos clientes pagamento adiantado de parte do custo dos imóveis, incluindo material de construção e mão de obra, com a promessa de entregar a moradia em um período de 50 a 60 dias. Contudo, há construções inacabadas e algumas nem sequer iniciadas há quase dois anos.  

As reclamações de consumidores foram apuradas pelo Grupo de Investigações da RBS (GDI) e abordadas em reportagens nos jornais Diário Gaúcho, Zero Hora, no site GaúchaZH e na RBS TV. Em alguns casos, os clientes pagavam valores à empresa, mas nunca receberam as residências. Em outros, o prazo não era cumprido e as moradias apresentavam problemas, já que material de baixa qualidade era usado. Empreiteiros também relatam não terem recebido.

GaúchaZH tenta contato com a defesa dos suspeitos presos nesta sexta-feira, mas não conseguiu retorno até a publicação desta reportagem.

 
 
 
 
 
 
 
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