Casas de papel: aposentado perdeu R$ 10 mil ao comprar  moradia para filha - Polícia

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Clientes lesados05/10/2018 | 06h01Atualizada em 05/10/2018 | 06h01

 Casas de papel: aposentado perdeu R$ 10 mil ao comprar  moradia para filha

Segundo a Polícia Civil, cerca de 120 pessoas alegaram ter sido lesadas por empresa que não entregava residências vendidas

 Casas de papel: aposentado perdeu R$ 10 mil ao comprar  moradia para filha Camila Domingues/Agencia RBS
Morador da Capital com o contrato em mãos Foto: Camila Domingues / Agencia RBS

O valor de R$ 1,2 milhão, calculado pela Delegacia do Consumidor como prejuízo total causado pela Construtora Martins aos clientes, resulta, em média, em R$ 10 mil para cada uma das 120 vítimas. É aproximadamente isso que reclama o aposentado Guido José de Oliveira, 61 anos. Morador de Porto Alegre, procurou a construtora para adquirir uma casa para a filha, que mora em Tramandaí, no Litoral Norte.

– Queria ajudá-la a parar de pagar aluguel, então fui comprar uma casa simples para ela – conta Guido.

Em 15 de maio, o aposentado pagou adiantado os R$ 10,9 mil cobrados pela residência. O contrato estabelecia um prazo máximo de 90 dias para a entrega. 

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Em agosto, quando o tempo previsto estava por se esgotar, sem que a obra nem sequer tivesse sido iniciada, ele decidiu procurar a empresa. No trajeto até a sede da Martins, na RS-118, em Viamão, ouviu o apresentador Antônio Carlos Macedo, do programa Gaúcha Hoje, da Rádio Gaúcha, comentar a reportagem que abordava as reclamações dos clientes da  empresa.

– Ali, já cheguei  à conclusão de que havia coisa muito errada. Assim mesmo, segui até a construtora, pois queria fazer um acordo para garantir pelo menos o material, mesmo tendo que marchar com a mão de obra. Mas cheguei lá e estava fechado. Então fui direto na delegacia de Viamão para fazer um registro – relembra.      

Além da comunicação na Polícia Civil, Oliveira reuniu a documentação e ingressou com ação judicial contra a construtora.

Contraponto

Procurado, o advogado dos indiciados, Marcello Trelles, informou que estava em audiência e que não poderia dar detalhes do caso. Disse que aguarda julgamento de habeas corpus em favor de seus clientes pelo Tribunal de Justiça.  

Como tentar o ressarcimento


Porto Alegre

— Reúna todos os documentos que possam servir de prova, como contrato e recibos.

— Registre ocorrência na Delegacia do Consumidor, na Avenida Presidente Franklin Roosevelt, 981, bairro São Geraldo.

— Faça denúncia também no Procon.

Presencial em Porto Alegre: Rua dos Andradas, 685, das 9h às 17h, sem fechar ao meio-dia. Na sala do órgão, no térreo do terminal 1 do aeroporto Salgado Filho, das 12 às 18h.

Pelo site na internet: proconpoa.rs.gov.br

Pelo twitter: @proconpoa

Por mensagem no Facebook : www.facebook.com/proconpoa

Outras cidades

— Procure o Procon do município. 

— Caso a cidade não tenha o órgão, procure o Procon RS: Rua Sete de Setembro, 723, Porto Alegre, das 10h às 16h.

— Com os registros e a documentação, ingresse com ação judicial no Fórum.

 
 
 
 
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