Filho de comerciante espancado vai atrás do agressor e acaba morto no Vale do Sinos - Polícia

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Lindolfo Collor29/10/2018 | 18h37Atualizada em 29/10/2018 | 18h41

Filho de comerciante espancado vai atrás do agressor e acaba morto no Vale do Sinos

Daniel Conceição, de 28 anos, foi alvejado por um tiro que atingiu seu coração. Autor do crime fugiu e está sendo procurado pela polícia

Filho de comerciante espancado vai atrás do agressor e acaba morto no Vale do Sinos Divlgação/Arquivo pessoal
Daniel foi baleado no domingo Foto: Divlgação / Arquivo pessoal

O filho de um comerciante do Vale do Sinos foi morto por um homem que havia espancado seu pai poucos minutos antes no mercado da família. O caso ocorreu na tarde deste domingo em Lindolfo Collor, no Vale do Sinos.

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Segundo a delegada Michele Mendes Arigony, titular da Delegacia de Ivoti, Daniel Conceição, de 28 anos, foi atrás dos agressores de seu pai, que haviam furtado um pacote de salgadinhos e espancado o comerciante. Segundo testemunhas, ele sequer falou com o atirador antes de ser alvejado.

— Ele chegou à casa do suposto agressor e pediu à outra pessoa que chamasse o homem. Mas antes mesmo de dizer qualquer coisa, foi atingido e morreu — afirmou a delegada.

O tiro atingiu o braço e o coração da vítima. O autor do crime fugiu em uma moto, segundo testemunhas. 

Devido à motivação do crime, um desentendimento superficial, o suspeito vai ser indiciado por homicídio doloso qualificado por motivo fútil. A polícia faz buscas na região e ninguém foi preso até o momento.

A delegada não quis identificar o pai da vítima para protegê-lo de represálias.

Buscaria a filha

O tiro que matou Daniel, no bairro Capivarinha, em Lindolfo Collor, foi ouvido pela companheira dele, Viviane Becker Machado, 26 anos. Mas, em um primeiro momento, ela não imaginou que fosse ele a vítima.

— Aconteceu na tardinha. Ele saiu de casa dizendo que buscaria a nossa filha na casa do meu pai e que já voltaria. Mal ele fez a volta com a moto e já começaram os tiros — lembrou.

Daniel, de acordo com ela, nada disse sobre o furto e as agressões sofridas cerca de 15 minutos antes pelo seu filho, no mercado da família. Depois do homicídio, ela ficou sabendo que o irmão dele o havia avisado via WhatsApp.   

— A gente nunca imaginou que aconteceria isso aqui, uma cidade pequeno, de interior, não tem como esperar uma coisa dessas.

Daniel e Viviane viviam juntos havia 10 anos e a filha deles tem nove anos de idade.      


 
 
 
 
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