Laudo aponta que menina Eduarda foi morta por afogamento, diz subchefe da Polícia Civil - Polícia

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Região Metropolitana22/10/2018 | 21h56Atualizada em 22/10/2018 | 21h56

Laudo aponta que menina Eduarda foi morta por afogamento, diz subchefe da Polícia Civil

Corpo da criança de nove anos foi localizado dentro do Rio Gravataí, às margens da RS-118

Laudo aponta que menina Eduarda foi morta por afogamento, diz subchefe da Polícia Civil Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Familiares foram até o local e reconheceram o corpo da menina Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

A necropsia feita no começo da tarde desta segunda-feira (22) no corpo da menina Eduarda Herrera de Melo, de nove anos, indica que a causa da morte foi afogamento. A informação é do subchefe da Polícia Civil, delegado Leonel Carivali. Segundo ele, o corpo estava dentro do Rio Gravataí, às margens da RS-118, em Alvorada. A região, conforme o policial, é conhecida como ponto de desova de corpos. 

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— O afogamento decorre do local em que ela foi encontrada. O corpo estava dentro do rio. Não havia marcas de tiros e nenhuma cápsula de arma de fogo foi encontrada no local — explica Carivali.

Segundo o delegado, uma análise preliminar indicou que não havia sinais evidentes de abuso sexual. No entanto, apenas a perícia vai confirmar se houve ou não crime deste tipo. 

No momento, a polícia trabalha com possibilidades, desde abuso sexual até vingança contra algum familiar da menina. O pai dela tem antecedentes criminais e cumpre pena no regime semiaberto. 

— Existem linhas de investigação, tanto de algum abuso sexual que tenha acontecido quanto de algum tipo de vingança contra familiares — disse o delegado.

Eduarda desapareceu na noite de domingo (21). Ela brincava na frente a casa, no bairro Rubem Berta, na Zona Norte. De acordo com testemunhas, a vítima teria sido abordada por um homem em um carro escuro. Depois, não foi mais vista. Familiares fizeram buscas durante toda a madrugada. O corpo foi encontrado por volta das 10h por um motorista que parou na RS-118. Ele acionou a polícia. 

A Polícia Civil divulgou ainda nesta segunda-feira (22) o retrato falado de um suspeito. A imagem foi feita com base no relato de testemunhas que viram o homem que abordou a menina em frente à casa em que ela morava — último lugar em que foi vista

A Polícia Civil trabalha também para identificar o homem cujo corpo foi encontrado a cerca de 500 metros do local onde estava o corpo de Eduarda. De acordo com Carivali, não é possível precisar no momento se há ou não relação entre as duas mortes. 

— Pode ter alguma relação ou não. Precisamos identificar com mais clareza quem é a pessoa, como ela morreu, para depois ver se há alguma ligação com a morte da menina — finaliza o investigador. 

 
 
 
 
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