Menina Eduarda: onda de denúncias nas redes sobre retrato falado de sequestrador preocupa polícia - Polícia

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Violência 23/10/2018 | 21h28Atualizada em 23/10/2018 | 21h28

Menina Eduarda: onda de denúncias nas redes sobre retrato falado de sequestrador preocupa polícia

Morador de Canoas registrou ocorrência após ter sido apontado como suspeito na internet e recebido ameaças; corporação reforçou equipe para apurar relatos

 

Corpo de menina foi localizado em Gravataí
Corpo de Eduarda foi localizado na segunda-feira (22) pela manhã, às margens da RS-118, em Alvorada Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

Depois da divulgação do retrato falado do suspeito de raptar e matar a menina Eduarda Herrera de Mello, nove anos, a Polícia Civil recebeu 20 denúncias. As informações foram repassadas em pouco mais de 12 horas. A equipe que apura o crime foi reforçada, no entanto, uma onda de mensagens com ameaças preocupa os investigadores. Um homem, confundido com o suspeito, registrou ocorrência temendo pela própria segurança.

A menina desapareceu no domingo (21), quando brincava em frente à residência da família, no bairro Rubem Berta, zona norte de Porto Alegre. O corpo foi localizado na manhã de segunda-feira, às margens da RS-118.

Retrato falado do suspeito de ter levado a menina Eduarda Herrera Mello, de nove anos, do pátio de casa no bairro Rubem Berta na noite de 21 de outubro. Ela foi encontrada morta no dia seguinte, no Rio Gravataí.
Retrato falado de suspeito de sequestrar EduardaFoto: Polícia Civil / Divulgação

A Chefia da Polícia Civil reforçou nesta terça-feira (23) a equipe do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca) que investiga o caso e todas as informações que estão sendo repassadas. São sete agentes a mais, todos de delegacias especializadas em crimes graves. Por enquanto, o chefe de Polícia, delegado Emerson Wendt, informou que não tem suspeito identificado e que o trabalho se concentra em duas partes básicas.

Uma delas busca pistas e informações gerais, além do trabalho em conjunto com a perícia, e a outra analisa as denúncias enviadas por telefone, mensagens e site da instituição. Wendt ressalta que já existem algumas linhas de investigação, mas descarta até o momento qualquer fato ligado a um suposto ritual de magia negra

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Em relação a várias suspeitas levantadas pela comunidade, principalmente pelas redes sociais, preocupa a polícia uma onda de mensagens com comparações de pessoas ao retrato falado. Além da divulgação e do compartilhamento precipitados, que também podem ser considerados crimes, existe o risco de inocentes serem difamados e até mesmo sofrerem alguma agressão física

— Tem que ter calma, foi um caso que chocou a todos e não pode haver precipitação. Há o risco, com essas notícias de ameaças, de pessoas parecidas com o retrato falado serem julgadas ou até coisa pior. Estamos verificando tudo. Ao invés de compartilhar, mandem para nós — afirma Wendt. 

Risco

Um morador de Canoas teve a foto postada em redes sociais junto ao retrato falado. Houve vários compartilhamentos seguidos de ameaças. Preocupado com a própria segurança, o homem registrou ocorrência em uma delegacia local e até gravou um vídeo para explicar que não tem nenhuma ligação com o crime.

Outro fato que preocupa a polícia é uma mensagem via redes sociais de presos dando ordens de dentro das cadeias para que o criminoso seja encontrado imediatamente. Wendt informou que ainda não sabe se a mensagem é verdadeira, mas ressalta que, de qualquer forma, é preocupante. Se for verdadeira, o risco é iminente, se for falsa, também pode influenciar a chamada "justiça com as próprias mãos". Quem tiver informações que possam ajudar a polícia deve entrar em contato pelos telefones 0800-642-6400 ou 181, pelo WhatsApp (51) 98418 7814 ou pelo site da Polícia Civil.

A Polícia Civil emitiu uma nota, no qual garante que não há registros de sequestro de crianças, além do caso da menina Eduarda. Confira na íntegra:

Sobre as mensagens que estão circulando através de redes sociais, casos de sequestro de crianças, a Polícia Civil informa que, exceto no caso da menina Eduarda, não há outro registro de situações de sequestro e carcere privado de crianças. A chefia de Polícia ressalta que todas as medidas estão sendo tomadas no diz respeito ao trabalho investigativo de Polícia Judiciária. Foram designados  cinco policiais para prestar reforço à equipe de investigação da Delegacia de Polícia da Criança e Adolescente Vitima (DPCVA), além de policiais do Gabinete de Inteligência (GIE) que colaboram com as investigações. 

A Polícia Civil informa que não há suspeitos do sequestro da menina Eduarda presos em quaisquer dos órgãos da instituição. 

Após a divulgação do retrato falado a Polícia Civil recebeu mais de 20 denúncias, que têm sido muito importantes para a investigação, mas alerta-se que as denúncias devem ser repassadas exclusivamente à Polícia Civil e não divulgadas nas mídias sociais.
Canais para denúncia: 08006426400  Whats (51) 984187814

 
 
 
 
 
 
 
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