Ordem para ataque que matou bebê de um ano em Porto Alegre teria partido de dentro do Presídio Central - Polícia

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Investigação09/10/2018 | 17h20

Ordem para ataque que matou bebê de um ano em Porto Alegre teria partido de dentro do Presídio Central

Bebê, mãe e pai foram assassinados com tiros de pistola e fuzil na Zona Norte

Ordem para ataque que matou bebê de um ano em Porto Alegre teria partido de dentro do Presídio Central Arquivo Pessoal/Divulgação
Sabrine, Alice e Douglas na festa de um ano dela na zona norte da Capital Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

A ordem para o ataque a tiros de fuzil e pistolas que acabou com o assassinato da menina Alice Beatriz, de um ano, e dos pais dela, teria partido de dentro da maior cadeia do Rio Grande do Sul, o Presídio Central de Porto Alegre. É com essa hipótese que trabalha a 3ª Delegacia de Homicídios da Capital, que avançou na apuração do caso após ouvir mais de 10 testemunhas e informantes. O crime brutal ocorreu no dia 23 de setembro de 2018, logo após a família sair da festa de um ano do bebê, no bairro Jardim Leopoldina, na Zona Norte.

Conforme o delegado Cassiano Cabral, quem ordenou a execução tinha como alvo o pai da menina, Douglas Araújo da Silva, 29 anos, que havia sido condenado a 10 anos de prisão por tráfico de drogas. O homem seria ligado a uma coalizão de quadrilhas que se reuniu contra uma das maiores facções da Região Metropolitana. Os mandantes seriam desta facção e suspeitariam que Silva estava envolvido no homicídio de um comparsa deles.

— Quem está dentro da cadeia são as grandes lideranças do tráfico de drogas. Os homicídios cometidos na rua têm de passar pelo crivo deles, anuência, ou a própria ordem — detalha Cabral.

O CASO
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A polícia ainda não sabe se Silva está de fato ligado a algum homicídio de membros da facção. A investigação trabalha com um suspeito identificado três após dias o crime. O delegado explica que aguarda a resposta de pedidos feitos à Justiça para avançar no caso.

Além das testemunhas, a polícia já recebeu os laudos solicitados ao Instituto-Geral de Perícias (IGP). Um dos mais aguardados era o de digitais que poderiam ter ficado na EcoSport usada pelos atiradores, localizada incendiada horas depois também na Zona Norte. O laudo deu negativo e não identificou digitais, o que não auxiliou na apuração.


O crime

Alice, a mãe dela, Sabrine Panes Rodrigues, 24 anos, que estava grávida de quatro meses, e Silva saíam da comemoração em seu Ford Ka por volta das 21h30min quando passaram a ser perseguidos por uma Ecosport e por um outro Ka. O veículo da família acabou batendo em um poste na Rua Cacilda Yaconis Becker.

Após a colisão, homens armados desceram de um dos automóveis e atiraram diversas vezes com fuzis e pistolas matando todos os ocupantes. A menina foi encontrada sem vida ainda com a roupa do personagem da Disney, ao lado da mãe e do pai. No local, foram encontradas diversas cápsulas de calibres 556, de fuzil, e de pistola 9 milímetros.

O veículo usado pelos criminosos foi encontrado horas depois, incendiado no bairro Mario Quintana.

 
 
 
 
 
 
 
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