Grupo alvo de operação é investigado pelo roubo de mais de 500 cabeças de gado em sete meses no RS - Polícia

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Crimes no campo27/11/2018 | 22h29

Grupo alvo de operação é investigado pelo roubo de mais de 500 cabeças de gado em sete meses no RS

Segundo a Polícia Civil, que deflagrou ação nesta terça-feira, investigados causaram prejuízo de R$ 1,2 milhão às vítimas

Grupo alvo de operação é investigado pelo roubo de mais de 500 cabeças de gado em sete meses no RS Ronaldo Bernardi / Agencia RBS /Agencia RBS
Operação foi deflagrada nesta terça-feira em sete cidades do Estado Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS / Agencia RBS

O grupo desarticulado nesta terça-feira (27) pela Delegacia de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) seria responsável pelo roubo de mais de 500 cabeças de gado em sítios e fazendas, em 19 municípios gaúchos, desde maio. Segundo o delegado Cristiano Ritta, responsável pela investigação, o prejuízo estimado das vítimas é de R$ 1,2 milhão.

Além de roubar e furtar gado, o esquema seria responsável também pelo abate de vacas e ovelhas nas próprias propriedades rurais, furto de implementos e maquinários agrícolas, bem como roubo de residências.

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A Polícia Civil conseguiu confirmar 20 roubos, registrados em ocorrências que viraram inquéritos policiais. O primeiro caso foi em maio deste ano, quando foram furtadas várias cabeças de gado de uma fazenda.

No entanto, Ritta estima que são mais de 50 casos. O delegado ressalta ainda que os bandidos saíam praticamente todas as noites para cometer pequenos ou grandes crimes – em propriedades de 19 municípios que vão de Capão da Canoa, passam pela Região Metropolitana e vão até Camaquã, no sul do Estado.

Na chamada Operação Patrulha, deflagrada nesta terça, mais de 200 agentes cumpriram cerca de 100 mandados judiciais, sendo 24 de prisão preventiva, 33 de busca e o restante sobre bloqueios de bens e contas bancárias.  Até as 10h45min, 19 pessoas foram presas.

Para a polícia, esta é a maior organização criminosa que atua no Rio Grande do Sul e se dividiria em dois grupos: um responsável pelos furtos de gado e outro que, além de praticar o crime, furta implementos agrícolas. O primeiro grupo também faria os abates nas áreas que são alvos dos ataques, e o segundo é apontado por também roubar residências rurais. 

A Polícia Civil diz que que esta é uma das maiores ações contra abigeato do Brasil e a maior do Estado.

 
 
 
 
 
 
 
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