"Meu avô era tudo para mim", diz neto de homem morto em tiroteio em Porto Alegre - Polícia

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Vítima da violência28/11/2018 | 23h19Atualizada em 28/11/2018 | 23h19

"Meu avô era tudo para mim", diz neto de homem morto em tiroteio em Porto Alegre

Antônio Vilmar Souza da Costa, 69 anos, foi atingido em meio a tiroteio entre criminosos no bairro Cascata

"Meu avô era tudo para mim", diz neto de homem morto em tiroteio em Porto Alegre André Ávila/Agencia RBS
Marcas de disparos de arma de fogo nas paredes de mercado na região onde foi registrado o tiroteio Foto: André Ávila / Agencia RBS

Era por volta das 21h da última terça-feira (27), quando o aposentado Antônio Vilmar Souza da Costa, 69 anos, resolveu ir até o mercado para comprar uma lâmpada, na intenção de repor outra que havia queimado instantes antes em sua casa, no bairro Cascata, zona sul de Porto Alegre. O trajeto do idoso foi interrompido após ele ser atingido por disparos de arma de fogo. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao HPS, mas morreu horas após ser ferido em meio ao tiroteio entre criminosos em frente ao estabelecimento, na Avenida Herval, que seria seu destino de compras.

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Costa morava a cerca de duas quadras do local do crime, segundo familiares. Ele deixa mulher, duas filhas, três netos e um bisneto. O idoso era conhecido na região e tinha bom convívio com os vizinhos, segundo um de seus netos, que não terá o nome divulgado por motivos de segurança:

— Todo mundo gostava dele. Ele se dava bem com todo mundo aqui no bairro. Parava para falar com todos na rua. Todo mundo conhece ele.

Conforme o familiar, Costa estava aposentado desde 2015 — ele atuava na área de serviços gerais — e costumava sair em caminhadas pelo bairro no fim da tarde:

— Como ele se dava bem com todo mundo, tinha o hábito de sair para dar uma caminhada no fim da tarde para não ficar só em casa, porque ele se aposentou. Aí, como ele gostava de conversar, ele ia. Só que, nesse horário, ele não costumava sair, mas como queimou a lâmpada dele, daí ele foi no mercado.

Costa teria sido socorrido por um motorista que passava pelo local e o reconheceu, conduzindo o idoso até o HPS, onde morreu durante atendimento.

— Minha mãe e minha tia estavam no culto, receberam a notícia. Ele foi encaminhado para o HPS. Foi até um conhecido que estava passando na hora, como ele conhece muita gente, o rapaz mesmo colocou ele no carro e o levou para o hospital.

Os familiares de Costa reconheceram o corpo dele no Departamento Médico Legal (DML) na tarde desta quarta-feira (28). O velório e o sepultamento do idoso deverá ser realizado no Cemitério Jardim da Paz. A data e horário da cerimônia não haviam sido informados até as 19h.

Questionado sobre o relacionamento que tinha com o avô, o entrevistado resumiu em poucas palavras:

— Meu avô era tudo para mim. Ele me ensinou tudo o que eu sei.

A Polícia Civil trabalha, nesse primeiro momento, com a hipótese de que Costa não teria envolvimento com o tiroteio, sendo vítima de bala perdida.

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