Polícia Civil prende três suspeitos de matar jovem por engano dentro de hospital em São Leopoldo  - Polícia

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 Vale do Sinos 16/11/2018 | 19h22

Polícia Civil prende três suspeitos de matar jovem por engano dentro de hospital em São Leopoldo 

Homens foram presos na Vila Brás uma semana depois da morte de Gabriel Vilas Boas Minossi  

Polícia Civil prende três suspeitos de matar jovem por engano dentro de hospital em São Leopoldo  Ronaldo Bernardi/Agência RBS
Lucas Gabriel Pedroso Nunes (esq.), Jorge Gilberto da Silva Junior (centro) e William Gabriel Almeida Pereira (dir.) foram presos Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

A Delegacia de Homicídios de São Leopoldo prendeu na manhã desta sexta-feira (16), na Vila Brás, no município do Vale do Sinos, três suspeitos da morte por engano de Gabriel Vilas Boas Minossi, 19 anos, dentro do hospital Centenário. Os quatro criminosos que participaram da execução foram identificados. Já o alvo dos criminosos, que estava em atendimento hospitalar junto com a vítima, ainda é considerado foragido.

O delegado Alexandre Quintão, responsável pela investigação, diz que a polícia procura o outro suspeito e que vai esclarecer todos os detalhes do fato após o depoimento dos presos, identificados como Jorge Gilberto da Silva Junior, 22 anos, William Gabriel Almeida Pereira,  18 anos, e Lucas Gabriel Pedroso Nunes,  21 anos. 

Segundo a investigação, Pereira seria o homem que aparece nas imagens de câmeras de segurança na porta da emergência, segurando uma arma longa, enquanto Silva Junior seria o motorista do carro usado pelo grupo. Já Nunes é suspeito de ser um dos dois criminosos que foram até a porta do setor de pós-atendimento do hospital e deram 29 tiros de pistola 9 milímetros no local, acertando Gabriel e outras duas pessoas atingidas por tiros de raspão nas pernas. O quarto suspeito, Deivid Silva de Avila, 21 anos, segue foragido.

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A polícia ouviu várias pessoas, analisou horas de imagens de câmeras de segurança e solicitou diversas perícias, principalmente no carro abandonado pelos suspeitos horas depois do crime. O delegado Quintão diz que Gabriel foi morto por engano porque o alvo dos presos, Alex Junior Abreu Tubiana, tinha uma desavença com o mandante do crime envolvendo questões ligadas ao tráfico de drogas

A ordem para a execução saiu de dentro da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de São Leopoldo. O preso que ordenou o assassinato foi transferido para a Penitenciária de Montenegro. Ele e Tubiana tiveram uma desavença dentro da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), em Charqueadas, ainda no ano passado. 

Polícia Civil divulgou número para envio de informações que possam levar à localização de foragidoFoto: Polícia Civil / Divulgação

Alex Tubiana, que havia saído do sistema prisional em outubro, aguardando colocar tornozeleira eletrônica, já que responde por pelo menos dois homicídios, teria sofrido uma tentativa de homicídio na semana passada e teria executado um dos suspeitos na Vila Brás. Ele procurou atendimento no HospitalCentenário e, no mesmo dia do crime, assinou termo de responsabilização e saiu do hospital. Desde então é considerado foragido do sistema prisional.

Gabriel Minossi, fã de música gaúcha, estudante e recém-empregado, foi sepultado no último sábado (10) em Cachoeirinha. 

Gabriel Minossi, 19 anos (direita) foi morto por engano na sexta-feira da semana passada dentro do hospital CentenárioFoto: Arquivo pessoal / Reprodução

Segundo a polícia, os três presos ficaram em silêncio durante o depoimento. GaúchaZH conseguiu falar com a advogada Ester Venites Gerhardt, que defende Lucas Gabriel Pedroso Nunes. Ester ainda não teve acesso ao inquérito, mas observou que vai tentar a liberdade de seu cliente. Caso não seja atendido, vai entrar com um pedido de habeas corpus. 

 Já o advogado Paulo Rogério da Silva, defensor de Jorge Gilberto da Silveira Júnior, explica que a investigação ainda é “muito incipiente” e que ainda não teve conhecimento de detalhes. Em conversa com seu cliente, Silveira negou participação no crime. 

GaúchaZH tenta contato com a advogada Marineuza Lauthart,  responsável pela defesa de William Gabriel.


 
 
 
 
 
 
 
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