Criminosos usaram sete armas diferentes em ataque que deixou três mortos na Capital - Polícia

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Violência03/12/2018 | 21h38

Criminosos usaram sete armas diferentes em ataque que deixou três mortos na Capital

Crime ocorreu no bairro Jardim Itu-Sabará, na Zona Norte; até o momento, uma das vítimas foi identificada

Criminosos usaram sete armas diferentes em ataque que deixou três mortos na Capital Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Ao menos sete armas diferentes foram usadas pela quadrilha que assassinou três homens no bairro Jardim Itu-Sabará, na zona norte de Porto Alegre, por volta das 4h desta segunda-feira (3). Conforme a Polícia Civil, as vítimas não portavam armas e, até o momento, todos os indícios apontam que não houve um confronto e, sim, um ataque a tiros.

No local, foram recolhidas cápsulas de fuzil 5.56, escopeta calibre 12, quatro tipos de pistolas e de revólver calibre 38. Moradores relataram a GaúchaZH que foram ao menos 10 minutos de tiros em sequência, sendo parte deles em forma de rajada. Carros que estavam na rua foram atingidos, assim como uma igreja. 

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Um dos disparos chegou a atingir um idoso, de 66 anos, que estava no banheiro de sua casa na Rua Carlos Salzano Vieira da Cunha. O tiro teria perfurado a parede e atingido o braço do homem. Ele foi levado para um hospital, onde é atendido até o momento.

A Polícia Civil afirma que fez contato com a instituição e foi informada de que o quadro de saúde dele não é grave. O hospital não passa informações sobre feridos por motivos de segurança.

Somente uma das três vítimas foi identificada até agora. É o técnico de som Marcus Vinícius Silva da Silva, 34 anos, que não tinha nenhum antecedente criminal. Segundo um familiar que trabalhava com ele, Silva passou o domingo trabalhando, colocando o som em um evento, e pegou o carro para levar os cabos para casa. No entanto, a rua não fazia parte de seu trajeto tradicional.

A Rua Carlos Salzano Vieira da Cunha é um conhecido ponto de "drive-thru" de drogas. Em junho de 2017, o homem considerado o chefe da quadrilha que atuava na região foi preso em uma operação da Polícia Civil. À época, o delegado Cléber Lima disse que "queria impedir a criação de uma nova cracolândia" em Porto Alegre. 

A polícia tem, informalmente, o nome de uma segunda vítima, mas aguarda o reconhecimento de um familiar. Ele também estava no Renault Logan de Silva quando foi executado. Sobre a terceira vítima, encontrada ao lado do carro, a polícia ainda não tem nenhuma informação. 

Hipóteses da polícia

A delegada Luciana Smith, da 5ª Delegacia de Homicídios, trabalha com a hipótese de que o caso seja uma represália ao assassinato de um homem no Jardim Leopoldina, também na Zona Norte, na tarde de domingo (2). A vítima foi morta enquanto dirigia seu carro que, desgovernado, ainda bateu em um ônibus.

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 03/12/2018 - Tiroteio deixa três mortos e um ferido na zona norte de Porto Alegre. Confronto ocorreu na Rua Carlos Salzano Vieira da Cunha, no bairro Jardim Itú-Sabará. (FOTOGRAFO: RONALDO BERNARDI / AGENCIA RBS)
Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

A investigação suspeita que comparsas da vítima teriam ido até a área de um rival para revidar o crime. Traficantes da região estariam envolvidos com o caso.

— Acredito que não houve um confronto, mas sim um ataque naquela localidade, que é área conflagrada, com ponto de tráfico de drogas. Ao menos duas das vítimas poderiam ter ido apenas comprar drogas ali — comenta Luciana. 

A polícia ouve testemunhas, familiares e procura câmeras de segurança como investigação do caso. Donos de veículos da região estão sendo intimados. A delegacia também pediu uma perícia residuográfica nas vítimas, para confirmar a hipótese de que não tenha ocorrido confronto – com o laudo, é possível saber se há indícios pólvora nas mãos das vítimas. 

 
 
 
 
 
 
 
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