Assalto em frente a posto de saúde deixa usuários sem atendimento em Porto Alegre - Polícia

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Violência15/01/2019 | 21h30Atualizada em 15/01/2019 | 21h30

Assalto em frente a posto de saúde deixa usuários sem atendimento em Porto Alegre

Na segunda-feira (14), enfermeiro foi baleado por criminosos no bairro Cristal. Nesta terça-feira (15), unidade não foi aberta

Assalto em frente a posto de saúde deixa usuários sem atendimento em Porto Alegre Lauro Alves/Agencia RBS
Marlise (E) ficou sem a consulta que havia sido agendada Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

A violência voltou a provocar fechamento de postos de saúde — e, consequentemente, prejudicar usuários — em Porto Alegre. Desta vez, foi a Unidade de Saúde Divisa, na Rua Upamoroti, no bairro Cristal, na Zona Sul, que não foi aberta nesta terça-feira (15) devido a um assalto que deixou um enfermeiro ferido com um tiro em um dos braços, na frente do prédio, ocorrido na tarde de segunda-feira (14).

O enfermeiro, que não teve o nome divulgado, foi baleado quando se preparava para ir para casa, ao final do expediente de segunda-feira, às 17h. Os assaltantes chegaram ao local em um HB20 branco roubado. Eles desceram do carro e abordaram uma médica que também deixava o prédio da unidade.

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Ao perceber o que acontecia, o enfermeiro teria acelerado seu Ford Ka. Os criminosos, então, atiraram contra o carro, atingindo o funcionário do posto com um tiro no braço esquerdo. Ele foi levado então ao Pronto-Atendimento Cruzeiro do Sul, onde foi atendido e liberado no mesmo dia. Os assaltantes fugiram no HB20 que, de acordo com registros policiais, havia sido roubado durante a manhã daquele mesmo dia.

A não abertura do posto nesta terça-feira surpreendeu usuários. No portão de entrada foi afixado um cartaz que informava o horário normal de funcionamento, mas não fazia menção à suspensão das atividades nem informava quando o serviço será retomado.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), servidores do posto entraram em contato com usuários que tinham consultas agendadas para remarcá-las. No entanto, a dona de casa Marlise Ferreira Lencina, 24 anos, foi surpreendida ao chegar à unidade e encontrar o portão trancado na tarde desta terça-feira. Moradora de uma área próxima ao posto, ela diz ter ouvido barulho de movimentação de carros e motos na segunda-feira.

— Eu tinha consulta marcada. Não sabia que ia estar fechado — disse.

Um morador das proximidades informou que são constantes os assaltos nas proximidades do posto, principalmente em uma parada de ônibus localizada em frente ao prédio, do outro lado da rua.

De acordo com informações da SMS, ainda não está definida a data da reabertura do posto, pois os servidores teriam sofrido abalos psicológico e emocional com o roubo. O caso está sendo investigado pela 20ª Delegacia de Polícia.

Em novembro do ano passado, outro enfermeiro havia sido agredido, em um assalto à unidade Domênico Feoli, no bairro Rubem Berta, na Zona Norte. O crime provocou o fechamento do posto por três dias. No mês anterior, a Unidade de Saúde Barão de Bagé, no bairro Vila Jardim, também na Zona Norte, resultou na suspensão dos atendimentos por cinco dias úteis. Neste caso, também, uma médica foi agredida com coronhadas. No ano passado, na média, a cada quatro dias uma unidade de saúde da Capital foi fechada devido à violência.

 
 
 
 
 
 
 
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