Preso suspeito de participação na morte de gerente de banco de Anta Gorda - Polícia

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Em Capão da Canoa23/01/2019 | 22h00Atualizada em 23/01/2019 | 22h00

Preso suspeito de participação na morte de gerente de banco de Anta Gorda

Jacir Potrich desapareceu em novembro do ano passado. Buscas foram feitas na tentativa de localizar o corpo do bancário

Preso suspeito de participação na morte de gerente de banco de Anta Gorda Polícia Civil / Divulgação/Divulgação
Policiais fazem buscas na tentativa de localizar corpo do gerente de banco Foto: Polícia Civil / Divulgação / Divulgação

Um homem de 52 anos foi preso na manhã desta quarta-feira (23) suspeito na morte do gerente do Sicredi Jacir Potrich, 55 anos, desaparecido desde novembro do ano passado. Conforme a Polícia Civil, ele foi preso temporariamente por agentes da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em um apartamento em Capão da Canoa, no Litoral Norte. Ele será indiciado por homicídio qualificado, por motivo fútil e ocultação de cadáver.

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O homem está sendo encaminhado à Delegacia de Polícia de Anta Gorda, no Vale do Taquari, e depois será recolhido ao Presídio Estadual de Encantado, na mesma região. Ele ficará preso por pelo menos 30 dias até a conclusão do inquérito.

Na manhã desta quarta, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, na residência e no local de trabalho do suspeito, em Anta Gorda e Arvorezinha. Buscas estão sendo feitas para tentar localizar o corpo da vítima. 

— Nós estamos trabalhando na residência do suspeito e também no possível local onde ocorreu o crime. Então nós estamos fazendo umas diligências com toda a intenção de localização do corpo. É o objetivo do trabalho realizado hoje, que é extenso — observou o delegado, em entrevista no local das buscas.

Preso em Capão da Canoa homem suspeito de matar gerente de banco de Anta Gorda Jacir Potrich
Homem foi preso em apartamento em Capão da CanoaFoto: Polícia Civil / Divulgação

O trabalho conta com policiais civis, bombeiros militares, brigadianos e peritos criminais.

Segundo a delegada Roberta Bertoldo, da especializada em homicídios em Porto Alegre e que auxiliou nos trabalhos, o homem ficou em silêncio durante a prisão. Não houve resistência no momento em que foi detido.

Há duas semanas, o delegado Guilherme Pacífico já tinha adiantado que o caso estava próximo de um desfecho

Bancário sumiu após pescaria

O gerente sumiu em 13 de novembro. No dia, ele foi um dos primeiros a chegar ao banco e saiu do local por volta das 15h30min. Dali, foi até a propriedade de um conhecido, no interior da cidade, que estava fazendo aniversário. Aproveitou para pescar.

Imagens de câmeras de segurança mostram a chegada dele ao condomínio às 19h07min. O bancário entrou na casa e passou pela porta dos fundos. Na residência, limpou os peixes, tomou caipirinha e foi até um quiosque na área comum do condomínio fechado onde reside. A partir dali, não foi mais visto. Metódico, deixou facas e outros utensílios sujos em cima de um balcão, o que chamou a atenção da família e da polícia. 

Na época do desaparecimento um açude, ao lado do quiosque, foi esvaziado e buscas com cães farejadores foram feitas em perímetro de dois quilômetros quadrados. 

Potrich morava na casa com a mulher Adriane Balestreri Potrich, 53 anos, e com o sobrinho Arthur Balestreri, 24. O jovem está na cidade há oito meses.  No dia do sumiço, Adriane tinha ido visitar o filho do casal em Passo Fundo. O sobrinho era o único da família que estava na cidade. Segundo o delegado, ele permaneceu o dia no escritório. Passou em dois lugares antes de ir para casa e perceber a falta do tio. 

 
 
 
 
 
 
 
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