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Índices de criminalidade09/01/2019 | 20h54

Rio Grande do Sul tem queda nos homicídios e latrocínios em 2018

Dados são da Secretaria da Segurança Pública, que apontam ainda aumento no número de roubos a bancos e de feminicídios no Estado na comparação entre 2017 e o ano passado

Correção: os casos de feminicídios e roubos a banco registraram alta no RS em 2018, e não apenas os de roubos a banco, como publicado entre 10h29min e 10h55min de 9 de janeiro de 2019. O texto foi corrigido.

O Rio Grande do Sul registrou menos homicídios e latrocínios no ano passado na comparação com 2017, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), que apontam ainda queda nos índices de furtos e de roubos de veículos e ao comércio. Por outro lado, o número de feminicídios e de roubos a banco tiveram aumento no período, assim como na quantidade de apreensões de drogas.

Os dados estatísticos da SSP foram atualizados no dia 2 de janeiro deste ano. A Brigada Militar (BM) diz que a redução na maioria dos índices é resultado de investimento e estratégia. 

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Em relação aos homicídios, foram 2.954 ocorrências em 2017 e 2.302 no ano passado. A redução é de 22,1% – o equivalente a 652 assassinatos a menos no Estado no período. Mesmo com a queda, os números preocupam: em 2018, a cada quatro horas, uma pessoa foi vítima de homicídio no Rio Grande do Sul.

Os dados divulgados pela SSP envolvem, agora, o total de vítimas e não apenas o registro de fatos. Em anos anteriores, o governo divulgava como uma única ocorrência de homicídio tanto os crime com uma morte quanto os com mais vítimas, como chacinas.

Também houve redução de 29,9% no número de latrocínios. Em 2017, foram 127 casos de roubo com morte no Estado, contra 89 registrados no ano passado.

Se comparados a 2016, quando ocorreram 168 roubos seguidos de morte e a Força Nacional foi acionada para atuar no Estado, a redução é ainda maior. Foram 79 casos a menos – uma diminuição de 47,02%.

Outros crimes

Ainda conforme a SSP, os furtos e roubos de veículos diminuíram no Estado no ano passado em relação a 2017. Foram 30.505 casos contra 34.812, totalizando 4.307 registros a menos.

A redução dos dois índices, juntos, é de 12,37%. Mesmo assim, a situação preocupa pelo fato de que houve uma média de um furto ou roubo de carro a cada 20 minutos em 2018.

Assim como em 2017, no ano passado houve mais roubos (quando a vítima é atacada) do que furtos. Também diminuíram os índices de furto e roubo ao comércio em geral. Houve 13.129 ocorrências deste tipo em 2017 e 10.449 em 2018, uma diminuição de 2.680 casos – uma queda de 20,41%.

A SSP também divulgou que foram 1.426 roubos no transporte coletivo a menos no ano passado – foram 4.443 casos em 2017 e 3.007 em 2018, uma diminuição de 32,17%. O detalhe neste tipo de índice é o fato de que a maioria dos casos é contra motoristas e cobradores, e não contra passageiros.

Por outro lado, os roubos a instituições financeiras cresceram 20% no ano passado. Conforme os dados obtidos por GaúchaZH, o número de ataques a banco passou de 65 em 2017 para 78 em 2018.

Já os feminicídios aumentaram 41% no período no Estado na comparação com o ano anterior. Foram 117 vítimas em 2018, contra 83 em 2017.

Investimento e estratégia 

 O comandante geral da BM, coronel Mario Ikeda, comemora a diminuição dos dados criminais, principalmente em relação aos crimes contra a vida (homicídio e latrocínio). Segundo ele, a redução é resultado de motivação da tropa potencializada pelo investimento na área de segurança.

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O militar se refere principalmente à aquisição de viaturas, pessoal e ao maior aporte tecnológico. Aliado a isso, Ikeda ressalta a integração dos órgãos de segurança e a importância do trabalho de inteligência. Nesta última questão, a apuração de um crime começa no registro de uma ocorrência policial e vai até o policiamento ostensivo, passando pelo trabalho preventivo. 

— Nosso objetivo é tentar reduzir ainda mais os índices e, para isso, cada vez mais policiais na rua e viaturas circulando, porque isso é estratégia alidada a outros fatores — ressalta Ikeda. 

Nos próximos meses, novos PMs que estão realizando curso integrarão a Brigada Militar. Em relação à estratégia, a tática foi colocada em prática nos ataques a bancos, principalmente contra quadrilhas que explodem agências ou que fazemcordão humano durante os roubos.

Ikeda diz que o policiamento vai estar voltado a ações como estas, mapeando crimes em determinados períodos e regiões para enviar efetivo especializado a estes locais.Ainda em reação a este tipo de ocorrência, os furtos em bancos diminuíram 25,20%– foram 147 em 2017 e 110 no ano passado. Já os roubos aumentaram 20%,passando de 65 no ano retrasado para 78 em 2018. 

 
 
 
 
 
 
 
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