Duas detentas permanecem em estado grave após incêndio no Presídio Madre Pelletier, em Porto Alegre - Polícia

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Sistema prisional11/02/2019 | 21h04Atualizada em 11/02/2019 | 21h04

Duas detentas permanecem em estado grave após incêndio no Presídio Madre Pelletier, em Porto Alegre

Uma das apenadas teve 60% do corpo queimado e foi internada na UTI

 

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - 10/02/2019 - Cela queimada no Madre Peletier.
Chamas consumiram cela do Presídio Madre PelletierFoto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Duas detentas permaneciam hospitalizadas em estado grave na manhã desta segunda-feira (11) após um incêndio consumir uma cela do Presídio Feminino Madre Pelletier, na zona sul de Porto Alegre, no domingo (10). No total, 23 pessoas foram afetadas: 21 apenadas e dois agentes penitenciários.

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Uma das detentas, de 37 anos, ficou com 60% do corpo queimado e foi internada na UTI. A outra teve 30% do corpo atingido. Equipamentos auxiliam  na respiração de ambas, por conta da inalação de fumaça.

Segundo a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), as chamas começaram após uma apenada colocar fogo no colchão de outra. Apenas as duas estavam na cela. O incêndio foi controlado pelos próprios agentes penitenciários, sem necessidade de auxílio do Corpo de Bombeiros. As outras pessoas receberam atendimento médico por terem inalado fumaça.

O caso é investigado pela Susepe e pela Polícia Civil. A detenta que provocou o fogo deve ser interrogada quando se recuperar dos ferimentos. 

O que disse a Susepe em nota:

"Neste domingo (10), uma briga entre duas detentas resultou em um incêndio no Presídio Feminino Madre Pelletier. Uma apenada ateou fogo no colchão da presa com quem dividia a cela. 

A apenada que iniciou o incêndio segue internada no Hospital de Pronto Socorro (HPS) com 30% do corpo queimado. A outra detenta, que teve 60% do corpo atingido pelas chamas, foi transferida para o Hospital Cristo Redentor, referência nesse tipo de atendimento.

Após o incêndio, outras 19 detentas e dois agentes penitenciários também foram levados ao HPS para atendimento por terem inalado fumaça. Foram liberados duas horas depois, ainda no domingo, sem ferimentos.

Uma sindicância interna e um inquérito policial serão instaurados para apurar o caso."

 
 
 
 
 
 
 
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