Tiros à queima roupa, uso de machadinha e suicídio combinado: o que se sabe sobre o massacre em Suzano - Polícia

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Investigação13/03/2019 | 22h17Atualizada em 13/03/2019 | 22h18

Tiros à queima roupa, uso de machadinha e suicídio combinado: o que se sabe sobre o massacre em Suzano

Dez pessoas morreram em atentado em escola no município da região metropolitana de SP nesta quarta-feira (13) 

Tiros à queima roupa, uso de machadinha e suicídio combinado: o que se sabe sobre o massacre em Suzano Rovena Rosa/Agência Brasil
Cincos estudantes da escola Professor Raul Brasil estão entre as vítimas Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil
GaúchaZH
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A polícia segue tentando esclarecer o massacre em uma escola em Suzano, região metropolitana de São Paulo, nesta quarta-feira (13). Em mais um atentado doméstico registrado no Brasil, 10 pessoas morreram — contando com os dois autores da chacina

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Cincos estudantes da escola Professor Raul Brasil estão entre as vítimas da dupla. Os atiradores foram identificados como Luiz Henrique de Castro, 25 anos, e Guilherme Taucci Monteiro, 17 anos. 

O crime 

Antes do ataque, os dois foram até uma loja de carros seminovos do tio de Guilherme, Jorge Antônio Moraes, localizada a cerca de 450 metros da escola. De acordo com testemunhas, por volta de 9h15min, o adolescente entrou sozinho no local, onde também funciona um estacionamento e um lava-rápido e disparou três vezes. Ele acertou o celular que Jorge segurava na mão, a clavícula e as costas da vítima. Depois, saiu e embarcou no carro que o esperava na saída. 

Em seguida, eles estacionaram um veículo Onix branco em frente à instituição de ensino. Os dois entraram na escola. Segundo os investigadores, Monteiro teve acesso fácil por já conhecer a coordenadora pedagógica, a primeira vítima na instituição de ensino. Sete pessoas baleadas no interior da unidade morreram.  

Vídeo que circula nas redes sociais mostra um deles atirando contra alunos à queima roupa no que seria o saguão do estabelecimento. Após efetuar os disparos, ele começa a agredir os corpos das vítimas caídas com uma espécie de machado. Ele tenta conter alunos em fuga, mas sem sucesso. 

 Polícia Civil faz perícia no carro em que chegaram dois jovens armadosPerícia feita pela Polícia Civil no carro em que chegaram dois jovens armados e encapuzados que invadiram a Escola Estadual Professor Raul Brasil e disparam contra os alunos, em Suzano, São Paulo.Rovena Rosa/Agência Brasil
Veículo utilizado pela dupla no crimeFoto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Após o ataque, Monteiro teria matado Castro e se suicidado em seguida. Eles teriam combinado o suicídio.  

Mortos 

Os funcionários da escola mortos no atentado foram identificados como Marilena Ferreira Vieira Umezo e Eliana Regina de Oliveira Xavier. Os alunos são Caio Oliveira, 15 anos, Claiton Antônio Ribeiro, 17 anos, Douglas Murilo Celestino, 16 anos, Kaio Lucas da Costa Limeira, 15 anos, Samuel Melquíades Silva de Oliveira, 16 anos. Jorge Antônio Moraes foi alvejado na loja de veículos. Pelo menos outras 11 pessoas ficaram feridas. 

Os atiradores 

Os responsáveis pelo ataque foram identificados como Luiz Henrique de Castro, 25 anos, e Guilherme Taucci Monteiro, 17 anos. Ambos são ex-alunos da instituição de ensino. Eles eram amigos de infância e vizinhos. 

A polícia investiga se os dois jovens planejaram o crime em um fórum de um jogo de videogame. Os investigadores estão ouvindo os pais dos rapazes sobre essa questão, mas suspeitam que pode ter ligação com o massacre. A polícia ainda não sabe como ou onde as armas foram compradas. 

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Segundo vizinhos, os dois às vezes ficavam o dia inteiro conversando, sentados na frente de casa. E passavam pelo menos três noites por semana em uma lan house perto de casa jogando.  

Armas usadas no ataque 

A dupla responsável pelo massacre portava diversas armas. Na cena do crime, os policiais encontraram um revólver 38, quatro jet luders (carregadores de arma), uma besta (espécie de arco e flecha), um arco e flecha, coquetéis molotov e uma machadinha. Uma das vítimas que sobreviveu ao ataque foi atingida por uma machadinha entre o ombro e a cervical

Motivação 

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campo, e o comandante da Polícia Militar, coronel Marcelo Salles, disseram que a motivação do crime ainda não é conhecida. 

— Todos esses cabos soltos, cabe à polícia agora ir amarrando — disse o secretário. 

 
 
 
 
 
 
 
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