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Região Metropolitana21/05/2019 | 22h04Atualizada em 21/05/2019 | 22h04

Polícia investiga se fábricas clandestinas de munição abasteciam facção

Dois homens foram presos na segunda-feira (20) em Canoas e Esteio, com 1,5 mil projéteis prontos e 8,5 mil cartuchos para serem preenchidos com pólvora 

Polícia investiga se fábricas clandestinas de munição abasteciam facção Polícia Civil/Divulgação
Material foi apreendido em dois locais diferentes Foto: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil intensifica as investigações para identificar para quem os dois homens presos na segunda-feira (20) em Canoas e Esteio, na Região Metropolitana, produziam munição em fábricas clandestinas. A principal suspeita é de que abasteciam uma facção criminosa.

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— O trabalho segue agora para ver quem recebia e por que recebia essa munição — explica o delegado Mario Souza, titular da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM). 

Durante a operação denominada Vulcano, foram apreendidas em duas fábricas um total de 1,5 mil projéteis prontos para uso, cinco quilos de pólvora e 11 armas, entre pistolas e revólveres, e R$ 4 mil em dinheiro. Além disso, os agentes encontraram 8,5 mil cartuchos vazios — que seriam preenchidos com pólvora para depois serem utilizados.

— Tenho convicção de que provocamos uma quebra no fornecimento de munição para a Região Metropolitana — afirma Souza. 

A ação, que contou com a participação de 25 agentes e o uso de oito viaturas, teve como ponto de partida denúncias anônimas. As investigações iniciais foram comandadas pela titular da 2ª Delegacia de Polícia de Sapucaia do Sul, delegada Luciane Bertoletti, que recentemente entrou em licença-maternidade. O delegado de Homicídios de Canoas, Thiago Carrijo, deu sequência ao trabalho.

— As munições estavam sendo produzidas em quantidades acima do permitido pelo Exército e de forma ilegal — explica Carrijo.

REGIÃO METROPOLITANA - Uma investigação da Polícia Civil descobriu duas fábricas clandestinas de munição em Esteio e em Canoas na manhã de 20 de maio.
Mais de 1,5 mil projéteis prontos para usoFoto: Polícia Civil / Divulgação

Peritos do Exército estiveram nas fábricas clandestinas e confirmaram a ilegalidade no funcionamento.

— Os dois homens presos em flagrante não explicaram a origem das máquinas e tampouco a regulamentação delas — afirma Souza.

Em relação às armas apreendidas, de acordo com a polícia, os dois homens tinham autorização de uso para algumas delas. Contudo, devido à ilegalidade da fabricação, eles foram autuados em flagrante e encaminhados ao sistema prisional. 

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