Ladrão morto em assalto a ônibus em Porto Alegre já havia sido preso por montar brique para vender produtos roubados - Polícia

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Zona Leste18/06/2019 | 22h08Atualizada em 18/06/2019 | 22h08

Ladrão morto em assalto a ônibus em Porto Alegre já havia sido preso por montar brique para vender produtos roubados

Daniel Pacheco Monteiro, 32 anos, era investigado por 11 roubos a coletivos

O ladrão morto na noite de segunda-feira (17) por policial à paisana durante roubo a ônibus na Avenida Bento Gonçalves, na zona leste de Porto Alegre, foi identificado como Daniel Pacheco Monteiro, de 32 anos. Ele estava em prisão domiciliar desde abril e era investigado por 11 roubos a coletivos na Avenida Castello Branco e BR-290.

Monteiro foi detido em junho de 2017  por ter montado um brique para vender produtos roubados. Ele foi preso na época pela então força-tarefa que investigava assaltos em ônibus na Capital. De lá para cá, a força-tarefa virou a Delegacia de Polícia de Repressão a Roubos em Transporte Coletivo (DRTC).

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Monteiro estava cumprindo pena em Canoas até ser encaminhado para prisão domiciliar em abril deste ano. Em junho de 2017, ele foi preso, segundo a polícia, porque havia a informação de que ele iria fugir para o Interior. A investigação confirmou que os produtos roubados pela quadrilha de Monteiro, principalmente celulares, eram revendidos em grupo de WhatsApp entre moradores do condomínio onde o suspeito residia em Canoas e também para amigos ou familiares dele. 

Além disso, o investigado teria promovido churrascos para atrair possíveis receptadores e depois montava uma espécie de brique para vender os objetos obtidos nos assaltos. 

GaúchaZH tenta contato com advogado da família, via a DRTC, mas ainda aguarda retorno. 

Assalto 

No assalto realizado nesta segunda-feira, Monteiro estava com um comparsa, segundo boletim de ocorrência, que foi preso logo após a morte dele. O assalto foi na linha R31 (Rápida Bento) por volta de 21h40min. 

Uma testemunha disse que um dos ladrões estava armado e exigiu que todos entregassem seus celulares. Enquanto um ameaçava as vítimas, outro recolhia os pertences. Esta testemunha disse que Monteiro foi baleado no momento em que sentou em um banco, próximo à roleta do coletivo.

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Em contato com o delegado Daniel Mendelski, da DRTC, ele disse que não vai se manifestar até a conclusão do inquérito, que deve ocorrer em até 10 dias. Ele ainda destacou que não está divulgando nomes e imagens, mas que já tem as autorias do roubo e do disparo reconhecidas. 

Agentes da delegacia começaram a analisar as imagens gravadas por câmeras de segurança do ônibus na tarde desta terça-feira (18) e por enquanto não tem como informar questões relativas ao disparo, ação dos ladrões, entre outros fatos. A polícia também aguarda perícia na arma e no veículo e começa nesta semana a ouvir testemunhas e vítimas. O ladrão preso e o policial militar à paisana irão depor provavelmente na próxima semana.

 
 
 
 
 
 
 
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