Para polícia, adolescente de 13 anos foi morto por disputa entre facções em Gravataí - Polícia

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Violência24/06/2019 | 21h50Atualizada em 24/06/2019 | 21h50

 Para polícia, adolescente de 13 anos foi morto por disputa entre facções em Gravataí

Vítima foi assassinada a tiros no bairro Santa Cruz, em município da Região Metropolitana

Leticia Mendes

O assassinato a tiros de um adolescente de apenas 13 anos teria sido motivado pela rixa entre facções que disputam o tráfico de drogas em Gravataí, na Região Metropolitana. É o que acredita a Polícia Civil, responsável por investigar o crime ocorrido no fim de semana. Baleado na cabeça, o garoto chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Uma das suspeitas é que ele tenha sido executado por um grupo rival.

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No fim da tarde de domingo, a vítima estava no bairro Santa Cruz, acompanhada de um jovem de 25 anos. O autor dos disparos teria desembarcado de uma caminhonete vermelha, que parou rapidamente. Ele atirou na direção do local onde estavam os dois. Havia crianças brincando nas proximidades, quando os tiros começaram e moradores correram assustados.

O adolescente foi atingido na cabeça e o jovem, nas costas. Os dois foram socorridos, mas o garoto não resistiu aos ferimentos. Segundo o delegado Eduardo Limberger do Amaral, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gravataí, o local onde o crime foi cometido fica próximo a um ponto de tráfico.

— O sobrevivente foi ouvido ainda ontem (domingo) no hospital pela nossa equipe. Ele disse que estava indo lá para comprar drogas. Nesse momento, o atirador desembarcou do carro e efetuou os disparos — relata o delegado.

Os investigadores apuram qual o envolvimento do adolescente com a boca de fumo. O garoto seria morador da cidade. Ele não tinha histórico de passagem pela polícia por nenhum ato infracional. Havia somente um registro de desaparecimento do adolescente. Já o jovem baleado possui um antecedente por tráfico de drogas. A polícia ainda não sabe se o adolescente era o verdadeiro alvo dos disparos ou se o objetivo dos criminosos seria atacar o ponto de tráfico para intimidar os rivais:

— Talvez fosse o local em si. Sabemos que há uma disputa ali entre grupos rivais. Essa facção pretendia tomar esse ponto. Como ele estava ali naquele momento, foi atingido — afirma o policial.

Nesta segunda-feira (24), os policiais retornaram ao local do assassinato. Eles buscam por possíveis testemunhas do crime. Conforme o delegado Amaral, ainda não há suspeitos para o assassinato. O corpo do garoto foi liberado no início desta tarde do Departamento Médico Legal (DML). Ele está sendo velado e será sepultado no Cemitério do bairro Rincão da Madalena, em Gravataí.

— Realmente surpreende pela idade. É uma vítima muito jovem. Infelizmente, o que temos notado é que cada vez mais cedo eles estão entrando no mundo do tráfico — analisa o delegado.

Mais homicídios 

Segundo o comandante da Brigada Militar (BM) em Gravataí, major Luís Felipe Neves, embora seja uma área com pontos de tráfico não havia registros recentes de homicídios no bairro. Em fevereiro, um homem foi executado a tiros após ter a casa invadida por criminosos.

— É um local que monitoramos e fazemos operações. Mas não existe ali uma situação muito conflagrada. Há bastante tempo não vinha dando ocorrências desse tipo no local. Vamos continuar trabalhando na mesma intensidade — afirma.

Nos primeiros cinco meses do ano, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado, foram 38 homicídios no município — quatro a mais do que no mesmo período do ano passado. Em janeiro, outro adolescente, de apenas 14 anos, foi morto a tiros próximo de um campo de futebol, no bairro São Geraldo. No mês de junho, foram registrados quatro homicídios em Gravataí. 

— Chama a atenção porque é um menino, de apenas 13 anos. Cabe à investigação apurar se havia algum envolvimento dele com o tráfico. Nunca é baixo o índice quando se trata de homicídio, mas entendemos que hoje vivemos uma situação controlada — conclui o oficial. 

 
 
 
 
 
 
 
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