Perícia confirma que líquido usado em ataques em Porto Alegre era ácido sulfúrico - Polícia

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Zona Sul27/06/2019 | 22h06Atualizada em 27/06/2019 | 22h06

Perícia confirma que líquido usado em ataques em Porto Alegre era ácido sulfúrico

Substância empregada principalmente em baterias de veículos foi encontrada nas roupas de cinco vítimas

Perícia confirma que líquido usado em ataques em Porto Alegre era ácido sulfúrico Acervo pessoal/Divulgação
Material corrosivo danificou peças de vestuário e causou lesões nas pessoas Foto: Acervo pessoal / Divulgação

O Instituto Geral de Perícias (IGP) confirmou na tarde desta quinta-feira (27) que a substância usada por um criminoso em ataques na semana passada nos bairros Nonoai e Hípica, zona sul de Porto Alegre, era ácido sulfúrico. Daniel Scolmeister, diretor do Departamento de Perícias Laboratoriais, diz que o material, encontrado nas roupas das cinco pessoas atingidas, trata-se do mesmo produto.

Segundo ele, o ácido oxidante, para uso laboratorial, pode chegar a 98% de concentração. Já a chamada "água de bateria", que é diluída, tem concentrações menores, em torno de 30%, e é o tipo mais encontrado no comércio. Scolmeister ressalta que o dano à saúde humana depende da quantidade e da qualidade do ácido.

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– Conforme a quantidade da substância misturada com água, o dano à saúde humana é maior, causando ardência, desidratação, queimadura e podendo, se não for tratado rapidamente, causar uma necrose do local atingido – explica Scolmeister, afirmando ainda que não foi possível detectar a concentração do ácido usado nos crimes porque, ao queimarem, as roupas neutralizaram o produto.

Ainda de acordo com o IGP, o ácido, que pode ser acondicionado em frascos plásticos, é vendido sem restrições no comércio. Isso impossibilita a identificação do ponto de venda e, consequentemente, do comprador.

O delegado Luciano Coelho, titular da 13ª Delegacia, diz que aguarda outros resultados periciais para tentar identificar o suspeito dos ataques. Um deles é a perícia em imagens (de má resolução) da placa de um veículo HB20 de cor branca. O carro foi usado em quatro dos cinco ataques, mas ainda não há identificação do automóvel.

— Estamos mapeando todas as casas entre os bairros Hípica e Nonoai para ver se deixamos escapar alguma que tenha imagens do veículo — diz Coelho.

Em relação às imagens dos ataques, ele confirma que tem vídeos de quatro casos, também sem boa definição. A polícia segue procurando mais testemunhas e não teve registro de mais casos. Segundo Coelho, todas as informações que chegaram foram checadas e eram boatos.

Sobre uma carta com ameaças e instruções para novos ataques— jogada com uma pedra nesta semana em uma casa na Rua Dona Zulmira, no bairro Cavalhada —, a polícia diz que procura testemunhas e novas imagens. O objetivo é confirmar se o fato ocorreu para tentar confundir a investigação ou se tem mesmo ligação com os ataques.

Em caso de contato com ácido, se a roupa for atingida, a pessoa deve retirar a peça o mais rápido possível e lavar a pele com água corrente por até 15 minutos. Um médico deve ser procurado.

 
 
 
 
 
 
 
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