MPF vai apurar ação da Polícia Federal que terminou com duas mulheres mortas e uma criança baleada na cabeça - Polícia

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Tiroteio em Cristal18/07/2019 | 21h25Atualizada em 18/07/2019 | 21h25

MPF vai apurar ação da Polícia Federal que terminou com duas mulheres mortas e uma criança baleada na cabeça

Investigação criminal foi aberta pelo Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial da Procuradoria da República

MPF vai apurar ação da Polícia Federal que terminou com duas mulheres mortas e uma criança baleada na cabeça Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Agentes faziam campana em estrada na Região Sul quando carros furaram barreira Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Um procedimento investigatório criminal foi aberto pelo Ministério Público Federal (MPF) para apurar a ação da Polícia Federal (PF) que terminou com duas mulheres mortas, uma criança baleada na cabeça e um homem ferido — além de preso — em Cristal, sul do Estado, na madrugada de quarta-feira (17). A apuração ficará com o Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial da Procuradoria da República no Estado.

Ainda na quarta-feira (17), o MPF requisitou esclarecimentos sobre as mortes e lesões à Superintendência Regional de PF. Isso significa que a Procuradoria solicitou detalhes dos fatos e da operação, com prazo de 24 horas para resposta.

O CASO
Quem eram as mulheres mortas em confronto com a Polícia Federal em Cristal
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Criança baleada em barreira da PF em Cristal está internada em estado grave
Cerco policial tenta localizar até cinco assaltantes de bancos em Dom Feliciano 
Presidiário que furou barreira em Cristal é autuado por tentativa de homicídio contra 10 policiais

A PF tem até esta quinta-feira para se manifestar oficialmente. Procurada, a corporação afirmou que considera o "procedimento normal e inerente às atribuições do MPF e irá prestar as informações solicitadas. Conforme já informado, todas as circunstâncias do fato estão sendo apuradas pela própria instituição".

Durante coletiva de imprensa na quarta-feira, o superintendente, delegado Alexandre Isbarrola, afirmou que no momento do confronto estava escuro, os carros dos alvos da campana tinham películas e não foi possível verificar de forma antecipada que havia crianças dentro dos veículos. Além do menino baleado, uma menina de 2 anos estava em outro carro, mas sofreu apenas pequenas escoriações.

Ele ressaltou que, se fosse percebido anteriormente que as duas crianças estavam com as mães — as duas mulheres que morreram no local —, os tiros não seriam efetuados. A PF não especificou mais detalhes da ofensiva em Cristal, apenas esclareceu que há provas suficientes do envolvimento do grupo com os ladrões de bancos e que as duas mulheres, além do homem preso, estavam na região para o resgate.

Também na quarta-feira, o Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sipef/RS) emitiu nota prestando solidariedade aos profissionais envolvidos na ocorrência, destacando que os policiais agiram de forma profissional, responsável e corajosa ao enfrentar criminosos que tinham por objetivo resgatar os responsáveis por um ataque a banco.

 
 
 
 
 
 
 
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