Baleada, mulher afirma ter se fingido de morta para não ser assassinada pelo ex-marido em Taquara - Polícia

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Investigação23/08/2019 | 21h52Atualizada em 23/08/2019 | 21h53

Baleada, mulher afirma ter se fingido de morta para não ser assassinada pelo ex-marido em Taquara

Homem de 61 anos teria simulado problema mecânico no carro do casal e também um assalto para atirar na vítima 

Baleada, mulher afirma ter se fingido de morta para não ser assassinada pelo ex-marido em Taquara Brigada Militar  / Divulgação /Divulgação
Homem desferiu pelo menos seis tiros contra a esposa na ponte sobre o Rio do Sinos na RS-020 em Taquara Foto: Brigada Militar / Divulgação / Divulgação

A Polícia Civil investiga uma tentativa de feminicídio ocorrida na quinta-feira (22) na cidade de Taquara, no Vale do Paranhana. Segundo a apuração, um homem de 61 anos teria simulado um assalto para tentar matar a ex-esposa de 60 anos.

Conforme a delegacia do município, o caso ocorreu em um trecho da RS-020, durante a madrugada. O homem teria simulado um problema mecânico no veículo em que estava com a ex-companheira para depois desferir vários tiros contra ela e ainda tentar asfixiar a vítima.

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A polícia afirma que a mulher contou ter se fingido de morta para evitar ser assassinada. O homem então a levou até um hospital da região e contou que os dois haviam sofrido tentativa de assalto, mas a mulher acusou o ex-marido aos enfermeiros.

A polícia foi acionada e o marido foi preso em flagrante. Os nomes dele e da vítima não estão sendo divulgados por questões de segurança e também para não expor a família.

A delegada Rosane de Oliveira, de Taquara, afirma que todos os fatos estão sendo apurados, mas não tem dúvidas da frieza e da forma como o homem teria planejado a morte da ex-esposa. Segundo a policial, é investigado um histórico de agressões e de ameaças dele contra a companheira nos últimos anos devido a uma disputa patrimonial. Pelo fato de a decisão judicial ter sido favorável à esposa, Rosane diz que o homem teria mudado a estratégia, fingindo uma reconciliação.

— Tanto é que ontem (quarta-feira) eles realizaram um passeio, foram ao cinema, foram jantar em um restaurante e tiraram várias fotos, como um casal que estava bem — ressalta a delegada.

De acordo com o inquérito, baseado nas declarações da mulher ferida — que foram gravadas ainda no hospital —, o crime ocorreu quando os dois voltavam da Capital para o Vale do Paranhana. O homem teria simulado o problema mecânico em um trecho da ponte da RS-020 sobre o Rio dos Sinos, em Taquara, que a imprensa local tem divulgado ser perigoso devido a assaltos.

Conforme a mulher, ele desceu do automóvel, colocou luvas cirúrgicas e disparou pelo menos seis tiros contra o veículo. A delegada Rosane ainda aguarda laudo pericial, mas diz que pelo menos três disparos atingiram a vítima na região do abdômen. 

Vendo que a mulher ainda estava viva, segundo a polícia, ele tentou asfixiá-la. A partir deste momento, ela revelou para os agentes que trancou a respiração e fingiu ter morrido para evitar que o crime fosse consumado. Depois disso, pensando que a ex-esposa estava morta, ele a levou para o hospital alegando que os dois foram vítimas de assaltantes, o que foi desmentido pela mulher.

O suspeito nega o crime. A polícia aguarda o resultado da perícia no veículo e tenta encontrar a arma usada — e, também, confirmar se seria um mesmo armamento que o suspeito alega ter sido furtado no dia 6 de agosto.

O detido passou cerca de 24 horas algemado em uma sala na Delegacia de Taquara porque a cela estava superlotada. Na manhã desta sexta-feira (23), após a transferência de um preso, ele foi para a cela e aguarda vaga no sistema prisional.

A polícia ainda não ouviu oficialmente a vítima, que foi transferida para um hospital da Região Metropolitana devido à gravidade dos ferimentos. A instituição, até as 10h, não havia informações sobre o estado de saúde dela.

 
 
 
 
 
 
 
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